O Ceará registrou uma queda de 62,1% nos roubos de celulares em agosto de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram 478 ocorrências, contra 1.261 em agosto de 2025 — uma redução de 783 casos. Os dados são da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp) e foram divulgados pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).
A redução também aparece no acumulado do ano. Entre janeiro e agosto, foram registrados 4.833 roubos de celulares no Estado, ante 10.716 no mesmo período de 2025. São 5.883 ocorrências a menos, o equivalente a uma queda de 54,9%.
O recuo foi observado em todas as macrorregiões do Ceará.
Fortaleza tem queda de 64,8%
Na Capital, os roubos de celulares caíram de 907, em agosto do ano passado, para 319 no mesmo mês deste ano. A redução foi de 64,8%.
Na Região Metropolitana de Fortaleza, a diminuição chegou a 66,2%, passando de 219 para 74 ocorrências. Já no Interior, foram registrados 85 casos em agosto deste ano, contra 135 no mesmo período de 2025, uma queda de 37%.
Programa Meu Celular já devolveu mais de 17 mil aparelhos
Entre as iniciativas adotadas pelo Governo do Ceará para combater esse tipo de crime está o programa Meu Celular, que permite cadastrar gratuitamente aparelhos e vinculá-los aos respectivos proprietários. Desde a implantação da ferramenta, em abril de 2024, 17.657 celulares já foram restituídos aos donos.
No cadastro, o usuário informa dados como marca, modelo e número do IMEI. Em caso de roubo, furto ou extravio, é possível emitir um alerta de restrição para o aparelho.
Após a formalização do Boletim de Ocorrência com o IMEI, a restrição permanece ativa até que o dispositivo seja recuperado. Policiais conseguem consultar o alerta durante abordagens por meio do sistema utilizado pelas forças de segurança.
Os dados de agosto reforçam uma tendência de redução dos roubos de celulares no Ceará ao longo de 2026. Apesar de a SSPDS destacar o Meu Celular e as ações ostensivas e de inteligência entre as estratégias de enfrentamento, os números divulgados não permitem atribuir a queda a uma única medida.

