A Prefeitura de Senador Pompeu, no Sertão Central do Ceará, informou ter sido vítima de um crime cibernético que provocou transferências bancárias não autorizadas e um prejuízo de quase R$ 3 milhões aos cofres municipais. O caso foi comunicado às autoridades e está sob investigação.
Segundo a gestão, as movimentações ocorreram entre a noite de 21 de julho e a madrugada do dia seguinte. Os criminosos teriam utilizado técnicas de engenharia social para conseguir acesso a informações necessárias para realizar as operações.
De acordo com o Município, pessoas que se apresentaram como representantes de uma instituição financeira estabeleceram contato com servidores por telefone e e-mail. A partir da fraude, foram realizadas transferências que somaram aproximadamente R$ 2,7 milhões.
Grande parte do dinheiro retirado das contas municipais era proveniente de convênios e, portanto, estava vinculada a finalidades específicas da administração pública.
Os criminosos ainda teriam tentado movimentar outros valores mantidos em contas da Prefeitura. Uma tentativa de retirada de cerca de R$ 419 mil no Banco do Brasil acabou bloqueada pelos mecanismos de segurança da instituição financeira.
Polícia investiga destino do dinheiro
Após identificar as movimentações, a administração municipal afirma ter adotado medidas para tentar bloquear e rastrear os recursos.
Um boletim de ocorrência foi registrado menos de 24 horas depois da descoberta da fraude. As instituições bancárias envolvidas também foram notificadas e senhas e credenciais de acesso às contas da Prefeitura foram substituídas.
Equipamentos utilizados por servidores foram encaminhados para perícia, que deverá ajudar a esclarecer de que forma os criminosos conseguiram realizar as transferências.
A prefeita Márcia Zomin e funcionários da administração municipal já prestaram depoimentos no âmbito da investigação.
Segundo a Prefeitura, o episódio não foi divulgado imediatamente para evitar interferências nas diligências realizadas pelas autoridades e nas tentativas de identificar os destinatários das transferências.
A gestão municipal informou ainda que está colaborando com a investigação e adotando medidas administrativas e jurídicas para tentar recuperar os valores desviados e responsabilizar os envolvidos.
O caso é investigado como crime cibernético e deverá envolver a análise de movimentações bancárias, registros digitais, comunicações e outros elementos capazes de identificar o caminho percorrido pelo dinheiro.

