A 100 dias do primeiro turno das eleições de 2026, o cenário político brasileiro permanece marcado por intensas articulações entre partidos, negociações para formação de alianças e indefinições em diversas candidaturas. Embora alguns nomes já estejam consolidados na disputa, o período que antecede as convenções partidárias segue sendo decisivo para a composição das chapas e das coligações.
No campo governista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha para manter unida a base de apoio e ampliar o arco de alianças em torno de sua candidatura à reeleição. Ao mesmo tempo, partidos do Centrão e legendas de centro continuam negociando apoios estaduais, fator considerado estratégico para fortalecer os palanques regionais.
Na oposição, lideranças buscam consolidar uma candidatura competitiva capaz de enfrentar Lula. As movimentações incluem conversas entre partidos, definição de candidatos aos governos estaduais e disputas internas por espaço nas chapas majoritárias.
Além da corrida ao Palácio do Planalto, a eleição deste ano também definirá os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal, dois terços das vagas do Senado Federal, além de todos os assentos da Câmara dos Deputados e das Assembleias Legislativas estaduais.
Os próximos meses serão marcados pelas convenções partidárias, que oficializarão candidaturas e coligações, e pelo início da campanha eleitoral. A propaganda nas ruas, na internet, no rádio e na televisão começará somente após os prazos estabelecidos pelo calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que prevê o primeiro turno para 4 de outubro e eventual segundo turno em 25 de outubro.

