A seleção do Irã enfrenta problemas logísticos e diplomáticos nos Estados Unidos logo após a sua estreia na Copa do Mundo. Depois do empate contra a Nova Zelândia na noite de segunda-feira, 15, em Los Angeles, a delegação iraniana encontrou barreiras com as autoridades de imigração americanas ao tentar embarcar de volta para o México, país que serve de base para o time durante o torneio.
O caso mais grave envolve o atacante Mehdi Torabi, que foi impedido de deixar o território americano com o restante do elenco. De acordo com as agências de notícias iranianas Isna e Fars, o visto de Torabi foi emitido erroneamente com autorização de entrada única, ao contrário dos documentos de múltiplas entradas concedidos aos demais atletas. A Federação Iraniana de Futebol tenta regularizar a situação com caráter de urgência para que o jogador possa acompanhar a equipe nas próximas rodadas.
Além de Torabi, o atacante Mehdi Taremi e o auxiliar técnico Saeid Alhouei também foram retidos temporariamente no aeroporto de Los Angeles sob a justificativa de procedimentos burocráticos, o que gerou atrasos no embarque do grupo.
A crise de logística gerou fortes críticas por parte do treinador do Irã, Amir Ghalenoei. O técnico afirmou que a seleção planejava passar a noite em Los Angeles para a recuperação física dos atletas, mas foi forçada a retornar imediatamente para Tijuana, no México. Ghalenoei classificou a situação como uma opressão contra a sua equipe, embora não tenha especificado de onde partiu a ordem para a saída imediata. O atacante Taremi também se manifestou, cobrando uma intervenção da Fifa e sinalizando que o desgaste extra prejudica o rendimento do elenco.
As restrições de segurança foram intensificadas pelo governo americano devido ao recente cenário de conflito militar envolvendo bombardeios de forças dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Por conta disso, as autoridades americanas determinaram que a delegação iraniana só pode entrar no país 36 horas antes de cada partida, proibindo o alojamento definitivo da equipe em solo americano. Como desdobramento do ambiente diplomático hostil, o Irã também teve sua cota de ingressos cancelada pelos organizadores dias antes do início do Mundial.

