A Copa do Mundo de 2026 registrou sua primeira troca de comando técnico. A Federação Tunisiana de Futebol decidiu demitir Sabri Lamouchi menos de uma semana após a estreia da equipe no torneio, marcada pela goleada por 5 a 1 sofrida diante da Suécia, em Monterrey, no México.
A decisão expõe o clima de instabilidade que tomou conta da seleção africana logo na primeira rodada do Grupo F. Com a derrota, a Tunísia terminou a estreia na última colocação da chave e viu aumentar a pressão interna por resultados imediatos.
Lamouchi deixa o cargo após apenas cinco partidas à frente da equipe. O retrospecto foi insuficiente para sustentar sua permanência: uma vitória, um empate e três derrotas. O único triunfo aconteceu em um amistoso preparatório contra o Haiti, antes do início do Mundial.
Derrota acendeu alerta máximo
A atuação diante da Suécia foi considerada desastrosa pelos dirigentes tunisianos. A equipe escandinava dominou amplamente a partida, explorando falhas defensivas e problemas de organização tática que já vinham sendo observados nos jogos preparatórios.
Após o confronto, Lamouchi admitiu as dificuldades enfrentadas pela equipe.
“Pagamos um preço alto por causa de erros individuais. Estamos na Copa do Mundo, e a Copa do Mundo não perdoa”, declarou o treinador.
A avaliação, porém, não foi suficiente para evitar sua saída. Segundo veículos da imprensa tunisiana, a Federação realizou uma reunião de emergência poucas horas após a derrota e concluiu que a permanência do técnico poderia comprometer as chances de reação da equipe no torneio.
Corrida contra o tempo
A tendência é que o secretário técnico da seleção, Mondher Kebaier, assuma interinamente o comando da equipe para os próximos compromissos da fase de grupos.
A mudança acontece em um momento crítico. A Tunísia ainda terá pela frente confrontos contra Japão e Holanda, adversários considerados tecnicamente superiores e que chegam pressionados pela disputa das vagas nas oitavas de final.
Com apenas três rodadas na fase de grupos, qualquer tropeço adicional pode significar uma eliminação precoce.
Sonho histórico ameaçado
A Tunísia disputa sua sétima Copa do Mundo, mas jamais conseguiu ultrapassar a fase de grupos. A expectativa da federação era aproveitar uma geração considerada competitiva para alcançar, pela primeira vez, as oitavas de final.
O projeto, entretanto, começou da pior maneira possível.
Além da goleada sofrida, a equipe apresentou fragilidades defensivas, pouca criatividade ofensiva e dificuldades para reagir durante a partida, fatores que levaram os dirigentes a optarem por uma mudança imediata.
Agora, a seleção africana tentará transformar a crise em motivação. Caso contrário, poderá se tornar uma das primeiras eliminadas da Copa de 2026.

