As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado, coordenadas pela Polícia Federal, deflagraram nesta quarta-feira (8) uma operação nacional para combater organizações criminosas em 16 estados brasileiros. Ao todo, estão sendo cumpridos 274 mandados judiciais, sendo 93 de prisão e 181 de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares autorizadas pela Justiça.
A ofensiva tem como alvo grupos investigados por crimes como tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, homicídios, roubos de cargas e atuação de facções criminosas. Também foram determinadas medidas de bloqueio de bens e sequestro patrimonial dos investigados.
Operação no Ceará
No Ceará, a ação recebeu o nome de Operação Conexão Amazônia. Estão sendo cumpridos 16 mandados de busca e apreensão no Ceará, além de Pernambuco, Pará e Amazonas.
As investigações apuram um esquema de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens e outras medidas patrimoniais contra os investigados.
Ações em outros estados
Cada unidade da federação recebeu uma operação com nome próprio, mas todas fazem parte da Operação Força Integrada III.
Entre as principais ações estão mandados no Pará, na Paraíba, em Minas Gerais, no Rio Grande do Norte, em São Paulo, no Paraná, em Goiás, no Maranhão, no Mato Grosso do Sul, no Piauí, na Bahia, no Acre, no Amazonas e no Amapá.
Forças integradas
As Ficcos são forças-tarefa permanentes criadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e coordenadas pela Polícia Federal. Os grupos reúnem integrantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Penal Federal e das polícias Civil e Militar dos estados.
A atuação integrada permite troca de informações, cruzamento de dados e execução simultânea de mandados em diferentes regiões do país.
Objetivo da operação
Segundo a Polícia Federal, a operação busca enfraquecer a estrutura financeira e operacional das organizações criminosas, desarticulando esquemas de tráfico, lavagem de dinheiro e outros crimes que financiam a atuação das facções.
As investigações continuam, e novas fases da operação não estão descartadas.

