A Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) aprovou, nesta terça-feira (7), o projeto de lei que autoriza o Governo do Estado a transferir a gestão do Centro de Formação Olímpica (CFO), em Fortaleza, para o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). A proposta agora segue para sanção do governador Elmano de Freitas.
A medida autoriza a Secretaria do Esporte (Sesporte) a firmar um termo de fomento com o CPB, entidade responsável pelo desenvolvimento do esporte paralímpico no país. A parceria poderá ter duração de até 35 anos, com possibilidade de prorrogação, e prevê o repasse de recursos públicos conforme a disponibilidade orçamentária do Estado.
Segundo o Governo do Ceará, o objetivo é implantar um modelo de gestão compartilhada para ampliar a capacidade de atendimento do complexo esportivo, fortalecer a formação de atletas e paratletas e consolidar o Estado como referência nacional no esporte de alto rendimento e no paradesporto. A expectativa é dobrar os investimentos realizados no equipamento.
O projeto estabelece que o CFO continuará desenvolvendo atividades voltadas ao desporto educacional, participativo e de alto rendimento. A intenção é ampliar o acesso da população às práticas esportivas, incentivar a descoberta de novos talentos e atrair grandes competições nacionais e internacionais para o Ceará.
O Governo também informou que as modalidades esportivas e os serviços atualmente oferecidos no Centro de Formação Olímpica serão mantidos durante a transição de gestão, sem interrupção das atividades. A parceria prevê ainda melhorias na acessibilidade e na estrutura do complexo, considerado um dos maiores equipamentos esportivos do Brasil.
Atualmente administrado pelo Instituto Dragão do Mar (IDM), o CFO passará a ser gerido pelo Comitê Paralímpico Brasileiro, entidade reconhecida pelos resultados obtidos no desenvolvimento do esporte paralímpico nacional. A mudança faz parte da estratégia do Governo do Ceará para ampliar o uso do equipamento e fortalecer as políticas públicas voltadas ao esporte e à inclusão.

