O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta terça-feira (12) uma imagem nas redes sociais mostrando a Venezuela como o “51º estado” norte-americano. A postagem foi feita na plataforma Truth Social e ocorreu um dia após o republicano sugerir publicamente a possibilidade de anexação do país sul-americano.
Segundo informações divulgadas pela Fox News, Trump estaria “considerando seriamente” a ideia. O presidente também teria citado as reservas de petróleo venezuelanas — estimadas em cerca de US$ 40 trilhões — como uma das principais motivações por trás da proposta.
“A Venezuela ama Trump”, teria afirmado o presidente norte-americano.
A publicação intensificou a repercussão internacional em torno das recentes declarações expansionistas do republicano, que desde o retorno à Casa Branca vem fazendo comentários sobre possíveis incorporações territoriais envolvendo países e regiões estratégicas.
De acordo com reportagens da imprensa norte-americana, integrantes da Casa Branca têm realizado viagens frequentes entre Washington e Caracas desde a captura do ditador Nicolás Maduro, em janeiro deste ano. As negociações envolveriam acordos nas áreas de energia e mineração com empresas dos Estados Unidos.
Ao mesmo tempo, o governo norte-americano busca ampliar o diálogo com a presidente interina Delcy Rodríguez.
Após as declarações de Trump, Delcy Rodríguez reagiu afirmando que a Venezuela jamais cogitou abrir mão de sua soberania.
“Continuaremos defendendo nossa integridade, soberania e independência. Nossa história é uma história gloriosa de homens e mulheres que deram suas vidas para nos tornar não uma colônia, mas um país livre”, declarou.
As falas sobre a Venezuela se somam a outras declarações recentes de Trump envolvendo possíveis expansões territoriais dos Estados Unidos. O republicano já sugeriu anteriormente que o Canadá poderia se tornar o “51º estado” norte-americano e também defendeu a anexação da Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca.
Em outra ocasião, Trump chegou a afirmar que seria uma “honra” “tomar Cuba”, em meio às tensões diplomáticas e econômicas entre Washington e Havana.

