O presidente do Ceará Sporting Club, João Paulo Silva, denunciou que sua filha recebeu uma bomba caseira escondida em uma caixa de presente durante um curso de teatro. O pacote continha flores, bombons e uma carta com ofensas ao dirigente, incluindo a mensagem “Fora, JP. Safado”. Segundo ele, a jovem sofreu uma crise de pânico após abrir a embalagem.
Em publicação nas redes sociais, João Paulo afirmou que a ameaça ultrapassou os limites das críticas relacionadas ao futebol e atingiu sua família.
“Hoje aconteceu algo que nunca imaginei que pudesse acontecer. Minha filha recebeu no curso de teatro um ‘presente’ com uma bomba e uma carta com ataques a mim. Ela teve um ataque de pânico”, relatou.
O dirigente disse que este não foi o primeiro episódio de intimidação contra seus familiares e informou que já adotou medidas legais para proteger a família e o clube.
O Ceará Sporting Club divulgou nota oficial repudiando o ataque e classificou o episódio como criminoso. A diretoria afirmou que ameaças, intimidações e qualquer forma de violência são inaceitáveis, independentemente da motivação, e destacou que críticas e cobranças fazem parte do ambiente esportivo, mas não justificam atos que coloquem vidas em risco.
A Polícia Civil do Estado do Ceará informou que investiga o caso como crime de ameaça. O fato foi registrado por meio de boletim de ocorrência, e diligências estão em andamento para identificar os responsáveis pelo envio do artefato.
O episódio ocorre em um momento de forte pressão sobre a diretoria do Ceará, que vive uma temporada marcada por resultados abaixo das expectativas. Em 2026, o clube perdeu a final do Campeonato Cearense, foi eliminado da Copa do Nordeste e da Copa do Brasil e ocupa a parte inferior da tabela da Campeonato Brasileiro Série B.

