O Ministério Público de São Paulo solicitou a investigação de ataques misóginos publicados nas redes sociais contra Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, jovem que morreu após ser arremessada de uma ponte durante um salto de rope jump. A apuração ficará sob responsabilidade da Polícia Civil.
Maria Eduarda morreu no dia 13 de junho, na Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. O local é conhecido pela prática de rope jump desde 2014.
O pedido do MP-SP foi encaminhado ao Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo. O despacho foi assinado pela promotora de Justiça Ana Maria Aiello Demadis na última segunda-feira (23).
Nas redes sociais, principalmente no X, foram identificadas publicações ofensivas contra a vítima, com comentários misóginos e ataques à honra de Maria Eduarda. As mensagens passaram a circular após a repercussão do caso.
O acidente ocorreu quando a jovem foi conduzida por três funcionários até a plataforma de salto. Vídeos registrados no momento mostram pessoas alertando sobre a ausência da corda de segurança, que deveria estar presa ao corpo da vítima.
A corda permaneceu enrolada no chão da plataforma, sem ser conectada. Maria Eduarda caiu de uma altura de cerca de 40 metros e chegou a ser atendida pelo Samu e pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu.
Uma testemunha que participaria da atividade em seguida afirmou que os instrutores não fizeram a checagem de segurança antes do salto. Em depoimento à polícia, os três instrutores presos não conseguiram explicar o erro e disseram não se lembrar de quem seria responsável por conectar a corda.
A prática de rope jump consiste em saltar de locais altos, como pontes, prédios e viadutos, preso a um sistema de cordas que interrompe a queda e produz um movimento pendular. Diferentemente do bungee jump, a corda usada não é elástica.

