O Ceará alcançou o melhor desempenho do País na 18ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). Equipes cearenses conquistaram 26 das 81 medalhas nacionais distribuídas na competição, mais que o dobro de São Paulo, segundo colocado, com 11. A Bahia ficou em terceiro, com 10 medalhas.
A etapa final foi realizada nos dias 29 e 30 de agosto, na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em Campinas, São Paulo. Depois de seis fases eliminatórias, 353 equipes chegaram à disputa presencial.
Ao todo, a edição de 2026 contou com a participação de 64.187 equipes de diferentes regiões do Brasil. Os grupos são formados por três estudantes e um professor orientador.
Na premiação nacional, foram entregues 17 medalhas de ouro, 27 de prata e 37 de bronze. Os estudantes que chegaram à etapa presencial, mas não ficaram entre os medalhistas, receberam a Medalha de Cristal, criada para reconhecer a participação na final.
Nordeste ficou com 64% das medalhas
Além da liderança cearense, o resultado mostrou forte presença de equipes do Nordeste. A região conquistou 52 das 81 medalhas nacionais, o equivalente a 64,2% do total distribuído.
Depois de Ceará, São Paulo e Bahia, Pernambuco e Goiás conquistaram cinco medalhas cada. Paraíba e Rio de Janeiro ficaram com quatro cada, enquanto Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Distrito Federal receberam três.
O Piauí conquistou duas medalhas. Maranhão, Alagoas, Acre, Pará e Rio Grande do Sul tiveram uma equipe premiada cada.
O Ceará também se destacou na premiação estadual criada nesta edição da olimpíada. Foram 288 medalhas destinadas a equipes cearenses nessa modalidade, novamente o maior número entre os estados participantes.
Olimpíada reuniu mais de 64 mil equipes
Promovida pelo Departamento de História da Unicamp, a ONHB é voltada para alunos do 7º ao 9º ano do ensino fundamental e estudantes do ensino médio.
Antes da final presencial, os participantes enfrentaram seis etapas realizadas de forma on-line durante os meses de maio e junho. Cada fase teve duração de uma semana e envolveu questões de múltipla escolha e tarefas que exigiam pesquisa, interpretação de documentos e análise histórica.
A competição não se limita à memorização de datas e acontecimentos. As provas trabalham com documentos históricos e relacionam a História do Brasil a áreas como geografia, literatura, patrimônio cultural, arqueologia e temas da atualidade.
Na etapa presencial deste ano, uma das discussões propostas aos estudantes envolveu as barreiras históricas enfrentadas por meninas e mulheres na formação escolar, no mercado de trabalho e na carreira científica brasileira.
Ceará também liderou em 2025
O desempenho mantém uma sequência de resultados expressivos do Ceará na competição. Em 2025, o Estado também terminou a Olimpíada Nacional em História do Brasil com o maior número de equipes medalhistas.
Naquela edição, foram 28 medalhas para estudantes cearenses. Pernambuco apareceu em segundo lugar, com 14 equipes premiadas, seguido pela Bahia, com oito.
Em 2026, apesar da redução de 28 para 26 medalhas, o Ceará permaneceu na liderança nacional e abriu uma vantagem significativa sobre os demais estados, concentrando sozinho quase um terço de todas as medalhas entregues na etapa nacional da competição.

