Seis pescadores estão desaparecidos em alto-mar após a embarcação “S.E. Pescados” perder contato durante uma viagem iniciada em Itarema, no Litoral Oeste do Ceará. O barco partiu no dia 17 de agosto e fez a última comunicação com a Capitania dos Portos dez dias depois, em 27 de agosto.
A Marinha do Brasil iniciou uma operação de busca e salvamento no último sábado (29). Até a atualização divulgada nesta terça-feira (1º), a embarcação e os seis tripulantes ainda não haviam sido localizados.
A última posição conhecida do barco fica a aproximadamente 150 quilômetros ao norte de Fortaleza e a cerca de 410 quilômetros de Porto dos Barcos, em Itarema, ponto de onde a embarcação saiu.
Entre os tripulantes desaparecidos está um adolescente de 17 anos. O proprietário da embarcação não estava a bordo.
Navio da Marinha reforça operação
As buscas são coordenadas pelo Salvamar Nordeste e contam com equipes e meios da Agência da Capitania dos Portos em Camocim. A Marinha também realiza diligências junto às colônias de pescadores e acionou o plano de auxílio mútuo para ampliar as possibilidades de localização.
O Navio-Patrulha Oceânico Araguari foi enviado para reforçar a operação. A embarcação deixou Natal, no Rio Grande do Norte, na segunda-feira (31), com destino à região onde o barco pesqueiro foi localizado pela última vez.
A Estação Radiogoniométrica da Marinha em Natal também foi acionada para tentar estabelecer comunicação com o “S.E. Pescados”. Paralelamente, avisos estão sendo emitidos aos navegantes para alertar outras embarcações que estejam circulando pela região e possam fornecer informações.
Famílias aguardam notícias
O desaparecimento mobiliza familiares e a comunidade pesqueira de Itarema. Os seis tripulantes já foram identificados como Wilson, mestre da embarcação; Marciel dos Santos Souza, conhecido como Babidi; Tarciano Alves Oliveira, o Pulga; Francisco Oliveira dos Santos, conhecido como Oliveira; Fábio Ferreira da Silva; e Gilson André de Carvalho.
Até a última atualização, não havia informações sobre o que teria provocado a perda de comunicação nem sobre o paradeiro dos pescadores. As buscas seguem em andamento.

