O deputado federal Aécio Neves, do PSDB de Minas Gerais, desistiu de concorrer à Presidência da República nas eleições de 2026. Até então apresentado como pré-candidato da legenda, o parlamentar confirmou que não entrará na disputa pelo Palácio do Planalto.
Além da retirada de Aécio, o PSDB informou que não pretende lançar outro nome para a eleição presidencial deste ano. O partido ainda não detalhou os motivos da decisão nem anunciou qual posição adotará na disputa nacional.
Mudança na estratégia do PSDB
A desistência representa uma mudança importante na estratégia eleitoral do partido. Aécio havia voltado a ser tratado como uma possível alternativa tucana para a Presidência, mas agora a legenda deverá discutir se apoiará alguma candidatura de outra sigla ou se liberará seus diretórios estaduais.
O deputado já disputou a Presidência em 2014, quando chegou ao segundo turno e foi derrotado por Dilma Rousseff. Na ocasião, recebeu mais de 51 milhões de votos.
Impacto sobre a candidatura de Ciro Gomes no Ceará
A decisão também interfere diretamente na estratégia do PSDB no Ceará, onde o ex-ministro Ciro Gomes é apontado como pré-candidato ao Governo do Estado.
Questionado anteriormente sobre qual candidato apoiaria na disputa presidencial, Ciro afirmou que seguiria a orientação do partido e que, caso Aécio fosse confirmado como candidato, seu apoio ao tucano ocorreria naturalmente.
Sem uma candidatura própria do PSDB, Ciro e o diretório estadual precisarão definir uma nova posição para a eleição presidencial. Entre as possibilidades estão o apoio a outro candidato, a neutralidade ou a liberação dos filiados.
Disputa presidencial
Com a saída de Aécio, a disputa nacional permanece concentrada principalmente entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que busca um quarto mandato, e o senador Flávio Bolsonaro, do PL, representante do campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
As candidaturas, no entanto, somente serão oficializadas durante as convenções partidárias. Até lá, os partidos ainda poderão formar alianças, redefinir estratégias e anunciar novos nomes para a corrida presidencial.

