O número de casos confirmados de Mpox no Ceará chegou a 40. A informação é da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa), nesta sexta-feira (6), que apontou ainda que outras 12 pessoas seguem em observação. Ainda conforme a pasta, duas pessoas precisaram de internação. Não houve registro de óbitos pela doença no Ceará.
Nota técnica da secretaria aponta que, neste ano, 113 pessoas que residem no Ceará foram notificadas com suspeita de Mpox. Destas, 35,4% tiveram o diagnóstico confirmado. Os casos se concentram em outubro e novembro. Dezoito confirmados foram notificados em outubro e 17 em novembro, contra 5 de janeiro a setembro.
De acordo com a Sesa, os confirmados são do sexo masculino, com idade entre 24 e 51 anos. Do total de 40 casos, 35 deles moram em Fortaleza. Uma pessoa do sexo feminino teve o quadro da doença encerrado como
Até o momento, em um paciente foi identificado o Clado II, linhagem do Monkeypox virus, agente causador da Mpox, que é associado a quadros clínicos mais leves e com menor taxa de mortalidade em comparação ao Clado I.
O Clado ainda não foi informado para os demais casos.
Mpox
Os principais sintomas da doença são febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço e ínguas (aumento dos linfonodos).
Os sinais da doença podem evoluir para o aparecimento de manchas, bolhas, feridas ou crostas na pele e nas mucosas, que podem atingir o rosto, as mãos, a boca e as regiões genital e anal. O período entre o contato com o vírus e o início dos sintomas varia de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.
O diagnóstico é feito por exame disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Ao identificar lesões na pele ou nas partes íntimas, com ou sem outros sintomas, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação”, destaca Ana Cabral, coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesa.
Prevenção e transmissão
A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo com lesões, feridas, crostas ou secreções de pessoas infectadas.
Também pode acontecer durante relações sexuais, pelo compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas e roupas de cama, e pelo contato próximo e prolongado com secreções respiratórias.
Para evitar o contágio, a Sesa recomenda não manter contato direto com lesões de pessoas com suspeita ou confirmação da doença, evitar o compartilhamento de objetos pessoais e reforçar os cuidados de higiene.
Pessoas com sintomas suspeitos devem evitar relações sexuais e contato próximo com outras pessoas até receberem avaliação de um profissional de saúde. Caso haja suspeita, é importante manter as lesões cobertas.
Na maioria dos casos, a Mpox apresenta evolução leve a moderada, com recuperação em duas a quatro semanas. Por outro lado, pessoas com baixa imunidade, gestantes e crianças pequenas apresentam maior risco de desenvolver formas graves da infecção.

