A Praça Luíza Távora, um dos principais espaços públicos de Fortaleza, passará por mudanças para a construção da futura Estação Luíza Távora, que integrará a Linha Leste do Metrô de Fortaleza (Metrofor). As intervenções devem durar até dois anos e meio e alterarão temporariamente a dinâmica da praça, embora o Governo do Ceará garanta que o funcionamento dos principais equipamentos públicos será preservado.
A obra prevê a escavação de um poço com cerca de 36 metros de diâmetro e quase 34 metros de profundidade na área central da praça, onde será implantada parte da estrutura da estação. As escavações devem começar entre o fim de 2026 e o início de 2027, após a conclusão do processo licitatório e da obtenção das licenças ambientais necessárias. O prazo de execução será de até 30 meses, contados a partir da assinatura da ordem de serviço.
Apesar da obra, a Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra) afirma que o trânsito na Avenida Santos Dumont não sofrerá alterações durante a execução dos serviços. A proposta é compatibilizar a expansão da Linha Leste com o funcionamento da praça, da Central de Artesanato do Ceará (CeArt) e dos demais espaços públicos da região.
Entre as mudanças previstas está o reposicionamento do vagão histórico instalado ao lado do estacionamento da avenida Santos Dumont, que atualmente funciona como cafeteria. Ele será transferido para uma área próxima à CeArt. A imagem de Nossa Senhora de Fátima também ganhará um novo local dentro da praça, passando para um canteiro no lado oposto ao atual.
Outra alteração será a instalação de estruturas de ventilação da estação em alguns canteiros. Segundo o projeto, esses equipamentos ficarão cerca de 1,20 metro acima do nível do solo e não deverão comprometer a circulação de pedestres.
Os oito casarões históricos da praça, conhecidos como “castelinhos” e tombados como patrimônio de Fortaleza, serão preservados. O estacionamento localizado junto à Avenida Santos Dumont também permanecerá em funcionamento. Em relação às árvores, a Seinfra informou que ainda não há definição sobre eventual remoção de vegetação. A decisão dependerá dos estudos ambientais e dos projetos executivos, com previsão de compensação ambiental caso algum manejo seja necessário.
A futura estação será totalmente subterrânea e contará com bilheteria, sanitários, mezanino, plataformas, elevadores, escadas fixas, escadas rolantes e rampas de acessibilidade. Haverá dois acessos principais: um voltado para a praça e outro para a Avenida Santos Dumont. A capacidade estimada é de aproximadamente 9 mil passageiros simultaneamente.
A Estação Luíza Távora será a única da Linha Leste construída pelo método NATM (Novo Método Austríaco de Tunelamento), técnica escolhida para reduzir os impactos na superfície durante as escavações. O projeto arquitetônico adota uma linguagem minimalista, com predominância de concreto aparente e estruturas metálicas, em integração com as demais estações do Metrofor.
Além da estação na Praça Luíza Távora, a ampliação da Linha Leste inclui as futuras estações Sé e Virgílio Távora. Mesmo com a incorporação das três novas paradas, o Governo do Ceará mantém a previsão de conclusão da primeira etapa da Linha Leste para 2028. Quando estiver totalmente pronta, a linha terá oito estações, capacidade para transportar cerca de 150 mil passageiros por dia e reduzirá o tempo de viagem entre o Centro e o Papicu para aproximadamente 15 minutos.

