Uma trabalhadora doméstica foi resgatada em situação análoga à escravidão em um condomínio de luxo em Fortaleza. Segundo a fiscalização, ela trabalhou por 55 anos sem receber salário e cumpria uma rotina exaustiva, com tarefas que começavam por volta das 4h30 da manhã.
A mulher, hoje idosa, começou a trabalhar para a família ainda criança. Ao longo de décadas, permaneceu na residência realizando serviços domésticos sem carteira assinada, remuneração regular, férias ou recolhimento de direitos trabalhistas.
De acordo com os auditores fiscais, a trabalhadora também não tinha liberdade plena para administrar a própria vida e dependia da família para alimentação, moradia e cuidados básicos. O caso foi identificado durante uma operação de fiscalização do trabalho.
Após o resgate, a vítima passou a ter direito ao recebimento de verbas trabalhistas e benefícios previstos para pessoas resgatadas desse tipo de situação. As autoridades também devem acompanhar o caso para garantir proteção e reparação.
A investigação apura a responsabilidade dos empregadores e as circunstâncias que permitiram que a exploração se prolongasse por mais de cinco décadas.

