O curta-metragem “Jangada de Ir e Vir”, dirigido pelo cineasta Marcus Vale em 1977, foi restaurado e digitalizado pelo Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS Ceará), reforçando o trabalho de preservação da memória audiovisual e da cultura popular do Estado. A obra foi exibida na 21ª Mostra de Cinema de Ouro Preto (CineOP), um dos principais eventos brasileiros dedicados à preservação do patrimônio cinematográfico.
Gravado em Super-8 na Prainha de Aquiraz, o documentário acompanha um dia de pescaria artesanal em jangada, registrando o cotidiano dos pescadores e uma tradição que atravessa gerações e permanece como um dos símbolos da identidade cultural cearense.
O processo de restauração foi realizado pelo Laboratório de Preservação, Conservação e Digitalização do MIS Ceará. Além da recuperação das imagens, o trabalho contou com o apoio do Centro Técnico Audiovisual (CTAv), responsável pela restauração do áudio do filme.
Segundo a equipe técnica do museu, a iniciativa faz parte de uma política permanente de preservação da memória audiovisual do Ceará. O objetivo é recuperar obras que documentam a história, os modos de vida e as manifestações culturais do Estado, garantindo que esse patrimônio permaneça acessível às futuras gerações.
O documentário passou a integrar o acervo do MIS Ceará em 2024, quando os materiais originais foram entregues pelo próprio diretor, Marcus Vale. A escolha da obra para restauração levou em consideração sua importância como registro da cultura do mar e da pesca artesanal, elementos marcantes da história cearense.
Além de recuperar um clássico do cinema produzido no Estado, a iniciativa fortalece o papel do MIS Ceará na conservação do patrimônio audiovisual brasileiro e na valorização da produção cinematográfica cearense, ampliando o acesso do público a obras que ajudam a contar a história e a identidade do Ceará.

