As exportações do Ceará cresceram 8,2% entre janeiro e agosto de 2026, alcançando US$ 1,63 bilhão. Com o resultado, o Estado avançou para a 16ª posição entre os maiores exportadores do Brasil e assumiu o terceiro lugar no Nordeste, ultrapassando Pernambuco.
Os números fazem parte do estudo Ceará em Comex, elaborado pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), a partir de dados oficiais do comércio exterior brasileiro.
Comércio exterior movimenta US$ 3,47 bilhões
Somando exportações e importações, a corrente de comércio cearense movimentou US$ 3,47 bilhões nos oito primeiros meses deste ano, crescimento de 4,3% na comparação com igual período de 2025.
Enquanto as exportações chegaram a US$ 1,63 bilhão, as importações totalizaram US$ 1,84 bilhão, com avanço mais moderado, de 1,2%.
Essa combinação permitiu uma redução expressiva do déficit da balança comercial. O saldo negativo passou de US$ 314,3 milhões para US$ 212,4 milhões, queda de 32,4%. É o menor déficit para o acumulado de janeiro a agosto na série apresentada pelo levantamento, iniciada em 2022.
Agosto registra melhor desempenho do ano
O mês de agosto teve papel decisivo no resultado. O Ceará exportou US$ 341,6 milhões, maior valor mensal registrado em 2026 e montante 124,5% superior ao verificado em agosto do ano passado.
O forte crescimento das vendas externas fez com que o Estado encerrasse o mês com superávit comercial de US$ 65,3 milhões, revertendo o déficit registrado no mesmo período de 2025.
Siderurgia lidera vendas ao exterior
O setor de ferro fundido, ferro e aço continua como principal motor das exportações cearenses. Somente em agosto, o segmento movimentou US$ 218 milhões, o equivalente a 63,8% de tudo o que o Ceará vendeu ao exterior naquele mês.
No acumulado de janeiro a agosto, os produtos siderúrgicos responderam por aproximadamente US$ 894 milhões, ou 54,8% das exportações estaduais. Também houve avanço em segmentos como máquinas e materiais elétricos, alumínio, combustíveis e produtos minerais.
Ceará ultrapassa Pernambuco e chega ao 3º lugar no Nordeste
O crescimento também melhorou a posição cearense nos rankings regional e nacional. O Estado passou a responder por 9,24% das exportações do Nordeste, ultrapassou Pernambuco e alcançou a terceira colocação entre os estados nordestinos que mais vendem ao exterior.
No ranking brasileiro, o Ceará passou da 17ª posição registrada no mesmo período de 2025 para o 16º lugar em 2026.
Estados Unidos seguem como principal mercado
Os Estados Unidos continuam sendo o maior destino dos produtos cearenses, mas perderam participação. Entre janeiro e agosto, as vendas para o mercado norte-americano chegaram a cerca de US$ 706 milhões, queda de 9,4%. A participação dos EUA nas exportações do Estado passou de 51,7% para 43,3%.
Em contrapartida, outros mercados ampliaram significativamente suas compras. O México alcançou US$ 148,8 milhões, alta de 56,2%, enquanto a Espanha saltou de US$ 14,9 milhões para US$ 96,5 milhões. Polônia, Bélgica e Colômbia também registraram forte expansão.
Apesar da redução da dependência dos Estados Unidos, as vendas permanecem concentradas: os dez principais destinos passaram a representar 82,2% das exportações cearenses, contra 76,6% no mesmo período do ano passado.
China lidera importações
Do lado das importações, a China permanece como o principal fornecedor do Ceará. Entre os produtos que apresentaram maior crescimento nas compras externas estão combustíveis minerais, veículos, máquinas e materiais elétricos e fertilizantes.
Os resultados dos oito primeiros meses de 2026 mostram um cenário de expansão das exportações, redução do déficit comercial e ganho de posições do Ceará tanto no Nordeste quanto no ranking nacional, impulsionado principalmente pelo desempenho da indústria siderúrgica e pelo forte resultado registrado em agosto.

