Após 13 anos da assinatura da ordem de serviço, o Trecho 1 do Cinturão das Águas do Ceará (CAC) entrou na fase final de execução. As obras foram vistoriadas nesta sexta-feira (4), no Crato, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo governador Elmano de Freitas. Quando concluído, o sistema deverá beneficiar diretamente cerca de 561 mil pessoas em 24 municípios cearenses.
A visita ocorreu na região de Barro Branco e integrou a agenda de Lula no Cariri. O empreendimento é considerado estratégico para ampliar a segurança hídrica do Ceará, ao permitir a distribuição das águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco para diferentes regiões do Estado.
O Trecho 1 tem 145,3 quilômetros de extensão e transporta a água recebida na barragem de Jati, conectada ao Eixo Norte da Transposição do São Francisco, até o Rio Cariús, em Nova Olinda. A estrutura é composta por canais, túneis, sifões e outras obras destinadas à transferência de água.
Obra vai reforçar segurança hídrica do Ceará
O Cinturão das Águas foi projetado para ampliar a capacidade de distribuição dos recursos hídricos recebidos pelo Ceará por meio da Transposição do Rio São Francisco.
Além do abastecimento humano, considerado prioritário, a infraestrutura deverá contribuir para atividades econômicas como agricultura, indústria e turismo, além da dessedentação animal.
A área de influência direta do empreendimento alcança 24 municípios e uma população estimada em 561 mil habitantes. A integração do sistema hídrico permite ainda que a água recebida pelo Estado seja direcionada para outras regiões conforme a necessidade de abastecimento.
O empreendimento também se conecta ao Eixão das Águas, infraestrutura responsável por transportar recursos hídricos para a Região Metropolitana de Fortaleza. Parte da estrutura do CAC já pode ser utilizada para essa finalidade em situações de necessidade.
Projeto começou há 13 anos
A ordem de serviço para a implantação do primeiro trecho do Cinturão das Águas foi assinada há 13 anos. Desde então, a obra passou por diferentes etapas até chegar à atual fase de conclusão.
Os trabalhos foram divididos em lotes e envolvem estruturas de diferentes níveis de complexidade. Nos últimos anos, a execução ganhou novo ritmo com investimentos dos governos Federal e Estadual.
Em junho deste ano, dados da Secretaria dos Recursos Hídricos já apontavam que o empreendimento havia ultrapassado 90% de execução.
A conclusão do Trecho 1 permitirá levar as águas do São Francisco desde Jati até Nova Olinda, atravessando uma das áreas mais populosas e economicamente importantes do Interior cearense.
Lula destaca retomada de investimentos
Durante a vistoria, Lula destacou a importância da continuidade de grandes projetos de infraestrutura hídrica no Nordeste e relacionou o avanço do Cinturão das Águas à retomada dos investimentos federais no Ceará.
O Governo Federal incluiu o empreendimento entre as intervenções estratégicas de segurança hídrica vinculadas ao Projeto de Integração do Rio São Francisco. O Cinturão também integra o conjunto de obras previstas para ampliar a infraestrutura de abastecimento no Nordeste diante de períodos de estiagem.
A União prevê investimentos em canais, adutoras, reservatórios, recuperação de barragens e cisternas em toda a região. Entre as intervenções relacionadas à expansão e integração do Projeto São Francisco estão, além do Cinturão das Águas, os ramais do Apodi e do Salgado e a ampliação da capacidade de bombeamento do Eixo Norte.
Visita integrou agenda de Lula no Cariri
A passagem pelo Cinturão das Águas fez parte da agenda do presidente no Ceará nesta sexta-feira. Após acompanhar o andamento da obra no Crato, Lula seguiu para outros compromissos no Cariri.
A visita também ocorreu em meio ao período eleitoral. Lula é candidato à reeleição, assim como Elmano, e os dois participaram posteriormente de uma atividade política em Juazeiro do Norte.
Com a conclusão do Trecho 1, o Cinturão das Águas deverá se consolidar como uma das principais estruturas de integração hídrica do Ceará, ampliando a capacidade de distribuir as águas do São Francisco e reduzindo a vulnerabilidade de municípios cearenses aos períodos prolongados de seca.

