O governador Elmano de Freitas (PT) anunciou, nesta quarta-feira (4), que a Polícia Militar do Ceará prendeu Sidney Rodrigo Aparecido Piovesan, conhecido com El Cid, chefe da célula terrorista do PCC. Ele teria sido responsável por atentados a agentes públicos e foi um dos mentores de um plano para sequestrar o senador Sergio Moro (União-PR).
“Um dos bandidos mais perigosos do país, El Cid, chefe da célula terrorista do PCC, é preso pela nossa PM no Ceará. Fugiu de penitenciária paulista, veio se esconder no Ceará, e aqui não teve vida fácil. Capturado pela polícia cearense e entregue à PF [Polícia Federal]. Parabéns à nossa polícia”, celebrou Elmano.
El Cid é acusado de tentar matar cinco PMs em São Paulo, no dia 28 de março de 2014, mas ficou menos de um ano detido, Meses depois, foi condenado a três anos e 10 meses de prisão, mas ficou solto por 11 anos.
Em 2020, quando ainda estava livre, o Ministério Público de São Paulo o denunciou pelos ataques contra os agentes e pediu a sua prisão preventiva. A Polícia Federal o capturou, levando para cumprir o restante da pena por tráfico de trocas em São Vicente.
Mesmo assim El Cid foi solto mais uma vez, após menos de um mês preso, porque o Departamento Estadual das Execuções Criminais da Região 7-Santos deferiu a progressão para o regime aberto ao preso. Agentes penitenciários da P1 de São Vicente cumpriram o alvará de soltura, em 2022.
Pouco depois, a Justiça analisou o pedido de prisão preventiva pelo ataque aos PMs, mas já era tarde. El Cid já estava solto e assumiu a célula do PCC, criada para planejar ataques contra autoridades e agentes públicos.
Sérgio Moro
Em 2023, mensagens interceptadas de WhatsApp mostram que El Cid e outros integrantes do PCC planejavam o sequestro do senador Sergio Moro. O delegado da PF responsável pelas investigações pediu a prisão temporária do criminoso, e a 9ª Vara Federal de Curitiba acolheu a solicitação em 24 de março de 2023, mas ele não foi localizado.

