Quinze trabalhadores maranhenses foram resgatados de um canteiro de obras em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza, após denúncias de que viviam em condições degradantes de trabalho. O caso é acompanhado pela Polícia Civil e por órgãos de fiscalização trabalhista.
Segundo os trabalhadores, eles vieram para o Ceará com a promessa de receber salários de cerca de R$ 3 mil e encontrar boas condições de trabalho. No entanto, ao chegarem ao Estado, passaram a viver em um alojamento sem estrutura adequada, recebendo apenas um salário mínimo e, nos últimos meses, deixando de receber qualquer pagamento.
Os relatos apontam ainda que a alimentação era insuficiente e de baixa qualidade. Em determinado momento, os trabalhadores afirmaram que passaram um fim de semana inteiro sem receber comida depois de se recusarem a continuar trabalhando enquanto a situação não fosse regularizada.
Além das condições precárias, o grupo denunciou que sofria ameaças do encarregado da obra, que teria afirmado possuir ligação com uma facção criminosa para intimidá-los e impedir que procurassem a polícia ou o Ministério do Trabalho.
O resgate foi realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza (STICCRMF), após os próprios operários denunciarem a situação. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Maranguape, que investiga o caso.
Em nota, a construtora responsável pela obra informou que desconhecia as condições em que os trabalhadores estavam alojados e afirmou que seus funcionários contratados diretamente recebem salários e alimentação regularmente. A empresa disse ainda que acompanha a apuração dos fatos.

