Um eclipse solar total vai escurecer por alguns minutos regiões do Hemisfério Norte nesta quarta-feira (12). O fenômeno poderá ser observado em sua totalidade em uma faixa que atravessa áreas da Groenlândia, Islândia, norte da Rússia e Espanha, além de uma pequena região de Portugal.
Em grande parte da Europa, o eclipse será parcial. No Brasil, o fenômeno não será visível, nem mesmo parcialmente. Os brasileiros, no entanto, poderão acompanhar transmissões ao vivo pela internet.
O eclipse ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol e projeta sua sombra sobre parte do planeta. Quando o alinhamento é suficiente para que o disco solar seja completamente encoberto, ocorre o chamado eclipse solar total.
Embora eclipses solares não sejam fenômenos extremamente raros em escala global, observar a totalidade a partir de um determinado lugar é muito menos frequente. Isso acontece porque a faixa da superfície terrestre alcançada pela sombra que encobre completamente o Sol é relativamente estreita.
Desta vez, a escuridão total poderá durar, no máximo, cerca de 2 minutos e 18 segundos.
Eclipse começa às 12h34 pelo horário de Brasília
O fenômeno começará às 12h34, no horário de Brasília, quando a Lua iniciará o encobrimento parcial do Sol no primeiro ponto do planeta atingido pela sombra.
A fase de totalidade começará às 13h58, enquanto o momento máximo do eclipse está previsto para 14h46.
Como o fenômeno não será visível do território brasileiro, uma alternativa será acompanhá-lo pela internet. A NASA e o Observatório Nacional (ON) terão transmissões ao vivo com imagens captadas de diferentes pontos da trajetória do eclipse e explicações de especialistas.
Espanha será um dos principais locais de observação
A chamada faixa de totalidade atravessará inicialmente regiões pouco povoadas da Groenlândia e da Islândia antes de alcançar a Europa continental.
A Espanha será um dos principais pontos para acompanhar o fenômeno. Em cidades localizadas dentro da trajetória da sombra, o disco solar ficará completamente escondido por alguns instantes.
Uma particularidade, porém, deverá dificultar a observação: em boa parte do território espanhol, o eclipse ocorrerá quando o Sol já estiver muito baixo no horizonte, próximo do pôr do sol.
Isso significa que céu aberto não será suficiente. Os observadores precisarão procurar locais com visão desimpedida na direção do horizonte, sem prédios, montanhas ou outros obstáculos.
Em determinados pontos da Espanha, o Sol estará a poucos graus de altura no momento da totalidade.
Pequena área de Portugal também terá eclipse total
Portugal também está no caminho do fenômeno, embora apenas uma pequena área do território esteja dentro da faixa de totalidade.
Nas demais regiões portuguesas alcançadas pelo eclipse, o fenômeno será parcial, com apenas uma parcela do disco solar encoberta pela Lua.
Em outras áreas da Europa, assim como em partes do norte da África e da América do Norte, também será possível observar diferentes graus de encobrimento do Sol.
Por que a Lua consegue esconder um Sol muito maior?
O eclipse total é possível graças a uma coincidência de proporções.
O Sol é aproximadamente 400 vezes maior que a Lua, mas também está muito mais distante da Terra. Vistos do nosso planeta, portanto, os dois astros apresentam tamanhos aparentes semelhantes no céu.
Em determinados alinhamentos, essa combinação permite que a Lua encubra completamente o disco solar.
Durante os breves momentos de totalidade, torna-se possível observar a coroa solar, região mais externa da atmosfera do Sol, normalmente ofuscada pela intensa luminosidade da superfície solar.
Totalidade vai durar pouco mais de dois minutos
Mesmo para quem estiver no melhor ponto de observação, a experiência será breve.
A duração máxima prevista para a fase total é de aproximadamente 2 minutos e 18 segundos. Em muitas localidades, porém, o período será consideravelmente menor.
A localização do observador dentro da faixa também interfere na duração. De maneira geral, quanto mais próximo do centro da trajetória da sombra, maior será o tempo de totalidade.
Além disso, as condições meteorológicas serão determinantes. Nuvens no momento exato da passagem podem impedir completamente a visualização.
Observar o eclipse exige proteção adequada
Quem estiver em uma região onde o eclipse será visível precisa tomar cuidados para evitar danos graves aos olhos.
Durante as fases parciais, nunca se deve olhar diretamente para o Sol sem proteção solar apropriada.
Óculos de sol comuns não oferecem proteção suficiente. Câmeras, binóculos e telescópios também não devem ser apontados diretamente para o Sol sem filtros solares específicos e adequadamente instalados.
A observação segura deve ser feita com equipamentos próprios para eclipses solares.
Espanha terá três grandes eclipses em sequência
O fenômeno desta quarta-feira também marca o início de uma sequência incomum de eventos astronômicos visíveis na Península Ibérica.
Depois do eclipse total de 12 de agosto de 2026, partes da Espanha poderão acompanhar outro eclipse solar total em agosto de 2027.
Poucos meses depois, em janeiro de 2028, será a vez de um eclipse solar anular. Nesse tipo de fenômeno, a Lua passa diante do Sol, mas não consegue cobri-lo completamente, deixando ao redor do disco lunar o característico “anel de fogo”.
A sequência coloca Espanha e Portugal em posição privilegiada para a observação de eclipses e tem atraído a atenção de astrônomos, fotógrafos e turistas interessados nos fenômenos.
Brasil terá eclipse lunar ainda em agosto
Embora o eclipse solar desta quarta-feira não possa ser observado no Brasil, os brasileiros terão outro fenômeno astronômico para acompanhar ainda neste mês.
Na madrugada de 27 para 28 de agosto, um eclipse lunar parcial poderá ser observado em todo o território brasileiro, desde que as condições meteorológicas permitam.
Diferentemente do eclipse solar, o eclipse lunar ocorre quando a Terra fica entre o Sol e a Lua, fazendo com que a sombra terrestre seja projetada sobre a superfície lunar.
Assim, enquanto parte da Europa se prepara para acompanhar um dos fenômenos astronômicos mais aguardados de 2026 nesta quarta-feira, os brasileiros precisarão recorrer às transmissões on-line para observar a totalidade — e esperar até o fim do mês para assistir a um eclipse diretamente do País.

