O governo brasileiro negou os pedidos de visto de dois representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam viajar ao país para tratar de temas relacionados às eleições de outubro.
Segundo o Itamaraty, a decisão foi tomada após a avaliação de que a missão poderia ser interpretada como uma tentativa de questionar a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro e interferir em um assunto de competência exclusiva das instituições nacionais.
Os vistos haviam sido solicitados para Riley M. Barnes, secretário-assistente do Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e Samuel Samson, secretário-assistente adjunto. A viagem ocorreria poucos dias após declarações do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), que voltou a levantar questionamentos sobre as urnas eletrônicas.
De acordo com o governo dos Estados Unidos, o objetivo da visita seria discutir temas como liberdade de expressão e integridade eleitoral com autoridades brasileiras e representantes da sociedade civil. Washington negou que a missão tivesse a intenção de interferir no processo eleitoral brasileiro.
O episódio ocorre em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. O governo brasileiro reafirmou que a organização e a condução das eleições são assuntos internos e que não aceitará interferências externas no processo democrático.

