O custo da cesta básica caiu em 25 das 27 capitais brasileiras em agosto, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores reduções foram registradas em Rio Branco, com queda de 4,68%, Manaus, com 4,55%, e Boa Vista, com 4,47%.
A redução foi puxada principalmente pela queda nos preços da batata, do café em pó, do tomate e do feijão, produtos que ficaram mais baratos em grande parte do país. Na direção contrária, óleo de soja, arroz agulhinha e leite integral registraram aumento no período.
São Paulo continuou com a cesta básica mais cara do Brasil, custando R$ 900,59. Na sequência aparecem Cuiabá, com R$ 851,57, Rio de Janeiro, com R$ 851,19, e Florianópolis, com R$ 850,90.
Entre as capitais do Norte e do Nordeste, onde a composição considerada pelo Dieese é diferente, os menores valores médios foram encontrados em Aracaju, com R$ 570,98, Natal, com R$ 627,42, Maceió, com R$ 627,45, e Salvador, com R$ 628,89.
Peso da alimentação no salário também diminui
O levantamento mostra ainda que o peso da cesta básica sobre o salário mínimo apresentou uma pequena melhora.
Em agosto, considerando o salário mínimo líquido, após o desconto previdenciário de 7,5%, o trabalhador precisou comprometer, em média, 48,46% da renda para comprar os produtos básicos.
No mesmo mês de 2025, esse percentual era de 49,89%. Isso significa que, apesar de o custo da alimentação continuar representando uma parcela elevada do orçamento das famílias, houve redução na proporção da renda destinada à cesta básica.
Salário mínimo necessário seria de R$ 7,5 mil
Com base no custo da cesta de São Paulo, a mais cara entre as capitais pesquisadas, o Dieese calculou que o salário mínimo necessário para sustentar uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.565,86 em agosto.
O valor equivale a 4,67 vezes o salário mínimo atual, de R$ 1.621.
Em agosto do ano passado, quando o salário mínimo era de R$ 1.518, o Dieese estimava que seriam necessários R$ 7.147,91 para garantir as despesas básicas de uma família, o equivalente a 4,71 salários mínimos da época.
O resultado de agosto reforça uma tendência de alívio no preço de alguns alimentos importantes, embora o custo da cesta básica ainda consuma quase metade da renda líquida de um trabalhador que recebe um salário mínimo.

