O Governo do Ceará abriu uma investigação para apurar a conduta de policiais que decidiram preservar parte de uma plantação de maconha localizada durante uma megaoperação realizada em Acopiara, no Centro-Sul do estado. A medida foi adotada após a repercussão de imagens que mostram agentes deixando uma área do cultivo intacta para posterior realização de perícia e coleta de provas.
A plantação foi descoberta na última quinta-feira (25) e é considerada a maior já localizada pela Polícia Civil do Ceará nos últimos anos. Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), foram encontrados cerca de 290 mil pés de maconha distribuídos em uma área de aproximadamente três hectares, equivalente a quatro campos do Estádio Castelão. Do total, cerca de 160 mil pés estavam em fase de cultivo e 130 mil já haviam sido colhidos.
Após a operação, vídeos divulgados nas redes sociais levantaram questionamentos sobre o fato de uma parte da plantação não ter sido destruída imediatamente. Diante da repercussão, a SSPDS informou que instaurou procedimento para verificar se os protocolos operacionais foram seguidos corretamente pelos agentes envolvidos.
De acordo com a Secretaria, a preservação temporária de parte da área pode ocorrer em situações específicas para garantir a realização de perícias técnicas e fortalecer a produção de provas durante a investigação. Ainda assim, o governo afirmou que a atuação dos policiais será analisada para verificar se todas as etapas da operação obedeceram às normas institucionais.
A ofensiva foi coordenada pela Polícia Civil, por meio do Departamento de Polícia Judiciária do Interior Sul (DPJI Sul), da 4ª Seccional do Interior Sul e da Delegacia Municipal de Acopiara. Além da plantação, os agentes encontraram um acampamento clandestino com alimentos, utensílios e estrutura utilizada para dar suporte ao cultivo da droga. Nenhum suspeito foi preso no local.
As investigações continuam para identificar os responsáveis pelo plantio e apurar se a área era utilizada por organizações criminosas que atuam no tráfico de drogas no estado. Segundo a Polícia Civil, a apreensão representa um duro golpe contra a produção de entorpecentes no Ceará e integra as ações permanentes de combate ao crime organizado.

