Mais de 41 milhões de colombianos voltaram às urnas neste domingo (21) para escolher o presidente que governará o país entre 2026 e 2030. A disputa do segundo turno coloca frente a frente o senador Iván Cepeda, apoiado pelo atual presidente Gustavo Petro, e o advogado e empresário Abelardo de la Espriella, candidato conservador que recebeu apoio público do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Quem são os candidatos
Iván Cepeda representa a continuidade do projeto político de Petro. O candidato defende a manutenção de programas sociais, reformas trabalhistas e a política de diálogo com grupos armados, conhecida como “paz total”.
Já Abelardo de la Espriella construiu sua campanha com um discurso de combate ao crime, fortalecimento das forças de segurança e ampliação da exploração de petróleo e gás. O candidato também propõe redução do tamanho do Estado e cortes de impostos.
Segurança domina o debate
A escalada da violência e o fortalecimento de grupos criminosos transformaram a segurança pública no principal tema da campanha. Enquanto Cepeda defende aperfeiçoar as negociações de paz iniciadas pelo governo Petro, De la Espriella promete endurecer o combate às organizações armadas e ampliar operações militares.
País dividido
O segundo turno ocorre em um cenário de forte polarização política. No primeiro turno, De la Espriella terminou na liderança com cerca de 43% dos votos, enquanto Cepeda ficou próximo dos 41%, demonstrando um eleitorado dividido entre dois projetos opostos para o futuro do país.
Apoio de Trump e repercussão internacional
A eleição colombiana também atrai atenção internacional. Trump declarou apoio a De la Espriella, reforçando a importância geopolítica da disputa. Analistas apontam que o resultado poderá influenciar o equilíbrio político da América Latina, em um momento de avanço de lideranças conservadoras em diversos países da região.
Resultado deve sair ainda neste domingo
As autoridades eleitorais colombianas esperam divulgar os primeiros resultados poucas horas após o encerramento da votação. O vencedor assumirá a presidência em agosto e enfrentará desafios como o aumento da violência, o combate ao narcotráfico, o crescimento da dívida pública e a recuperação econômica do país.

