Os governos dos Estados Unidos e do Irã oficializaram nesta quarta-feira (17) um acordo de paz destinado a encerrar o conflito que vinha provocando instabilidade no Oriente Médio. O documento foi assinado pelos presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian e entrou em vigor imediatamente, abrindo um período de até 60 dias para a negociação de um acordo definitivo.
O memorando estabelece o fim das operações militares entre os dois países e seus aliados, além do compromisso mútuo de não promover novas ações militares ou interferências nos assuntos internos um do outro. Também prevê a retomada gradual da navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula uma parcela significativa do petróleo comercializado no mundo.
Entre os principais pontos do acordo está o compromisso iraniano de não desenvolver armas nucleares. Em contrapartida, os Estados Unidos concordaram em iniciar o processo de suspensão das sanções econômicas impostas a Teerã, liberar ativos iranianos congelados e apoiar um programa de reconstrução econômica estimado em pelo menos US$ 300 bilhões.
O texto também prevê a retirada gradual do bloqueio naval norte-americano e a redução da presença militar dos Estados Unidos nas proximidades do território iraniano. Já o Irã se comprometeu a garantir a circulação segura de embarcações comerciais no Estreito de Ormuz durante o período inicial de implementação do memorando.
As questões relacionadas ao programa nuclear iraniano continuarão sendo discutidas nas próximas rodadas de negociação, sob acompanhamento da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O acordo final deverá ser submetido ao Conselho de Segurança da ONU para ratificação.
O entendimento é considerado o mais importante passo diplomático entre Washington e Teerã desde a ruptura das relações entre os dois países após a Revolução Islâmica de 1979. Apesar do avanço, autoridades dos dois lados reconhecem que os temas mais sensíveis ainda serão objeto de negociação nas próximas semanas.
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