Passageiros com viagens programadas entre Brasil e Portugal nos próximos dias devem redobrar a atenção. A greve geral convocada para esta quarta-feira (3) em território português já impacta a malha aérea internacional, provocando cancelamentos e alterações em operações de companhias que ligam os dois países.
O Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, principal porta de entrada de brasileiros em Portugal, orientou os viajantes a confirmarem previamente a situação dos voos antes de se deslocarem ao terminal. A paralisação poderá afetar não apenas a aviação, mas também outros serviços de transporte público em diversas regiões do país.
TAP mantém apenas parte da operação
A TAP Air Portugal informou que funcionará com um número reduzido de voos durante o período da greve, cumprindo apenas os serviços mínimos definidos pelas autoridades portuguesas.
Nas ligações com o Brasil, a companhia manterá algumas operações consideradas prioritárias entre os dias 2 e 3 de junho, incluindo voos que conectam Lisboa e Porto a cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Belém, Brasília, Belo Horizonte e Porto Alegre.
A empresa alertou que todos os voos que não constam na lista oficial de serviços mínimos devem ser considerados cancelados.
Azul cancela quatro voos
A Azul confirmou a suspensão de quatro operações entre Campinas e Lisboa.
Foram cancelados os voos que partiriam do Aeroporto de Viracopos rumo à capital portuguesa nesta terça-feira (2), bem como os voos de retorno previstos para quarta-feira (3).
Segundo a companhia, os clientes afetados estão sendo comunicados diretamente para receber orientações sobre remarcação ou outras alternativas de viagem.
Latam também altera programação
A Latam Airlines anunciou o cancelamento de quatro voos entre São Paulo e Lisboa.
A empresa informou que os passageiros poderão remarcar a viagem sem cobrança de multa, alterar o destino mediante disponibilidade tarifária ou solicitar o reembolso integral dos trechos não utilizados.
A recomendação é que os viajantes acompanhem a situação dos voos por meio dos canais oficiais da companhia, incluindo aplicativo e site.
Reforma trabalhista motivou paralisação
A greve foi convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP), uma das principais centrais sindicais do país.
O movimento é uma reação às mudanças propostas pelo governo português na legislação trabalhista. Sindicatos afirmam que as alterações podem ampliar formas de contratação mais precárias e flexibilizar direitos dos trabalhadores.
Já o governo sustenta que a reforma pretende modernizar o mercado de trabalho e aumentar a competitividade da economia portuguesa.
Além dos aeroportos, a paralisação deve afetar sistemas de transporte urbano e ferroviário, incluindo o Metro de Lisboa, os Comboios de Portugal (CP) e parte da operação dos ônibus da Carris, responsáveis por uma parcela significativa da mobilidade na capital portuguesa.
Autoridades recomendam que passageiros e turistas acompanhem atualizações das empresas de transporte e planejem deslocamentos com antecedência para minimizar os impactos da greve.

