As autoridades das Maldivas localizaram, nesta segunda-feira (18), os corpos de quatro mergulhadores italianos que desapareceram durante uma expedição em cavernas submarinas no Atol de Vaavu. Um quinto integrante do grupo já havia sido encontrado morto na última quinta-feira (15).
O acidente é considerado o pior já registrado na história do arquipélago envolvendo mergulho recreativo.
As vítimas integravam um grupo de mergulhadores experientes que tentava explorar cavernas a cerca de 50 metros de profundidade, em uma região conhecida por túneis submarinos, paredões e fortes correntes oceânicas.
Morreram na tragédia:
• Monica Montefalcone, professora associada de Ecologia;
• Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica;
• Muriel Oddenino di Poirino;
• Gianluca Benedetti;
• Federico Gualtieri.
Além deles, um integrante da equipe de resgate também morreu durante as buscas. O sargento-major Mohamed Mahudhee sofreu problemas relacionados à descompressão no sábado (16).
Segundo as autoridades locais, a operação de resgate foi considerada extremamente arriscada. Três mergulhadores especializados em cavernas, vindos da Finlândia, foram chamados para auxiliar nas buscas.
“A caverna é tão profunda que mesmo mergulhadores altamente treinados evitam entrar”, afirmou o porta-voz da presidência das Maldivas.
O acidente aconteceu próximo à ilha de Alimatha, uma das áreas mais procuradas por mergulhadores no país. A região é conhecida pela rica biodiversidade marinha, mas também pelas condições perigosas de navegação subaquática.
Nas Maldivas, a profundidade recomendada para mergulho recreativo gira em torno de 30 metros. O grupo italiano estava explorando áreas significativamente mais profundas.
Segundo dados da polícia local, ao menos 112 turistas morreram em incidentes marítimos no arquipélago nos últimos seis anos.

