O cearense Marcos Cauan Freitas Duarte, conhecido como “Chuck”, de 23 anos, foi preso nesta quinta-feira (14) na cidade de Cobija sob suspeita de continuar ordenando crimes no Ceará mesmo após fugir do Brasil. Segundo a Polícia Civil do Ceará, ele também é investigado por participação em homicídios cometidos no território boliviano.
Apontado como integrante do Comando Vermelho (CV), “Chuck” atuava principalmente em áreas litorâneas de Caucaia, como Cumbuco, Tabuba e Icaraí, onde seria responsável por crimes ligados ao tráfico de drogas e execuções.
De acordo com o delegado Rômulo Melo, titular da Delegacia Regional de Caucaia, o suspeito já havia sido preso anteriormente por homicídio, mas rompeu a tornozeleira eletrônica há cerca de seis meses antes de fugir para a Bolívia.
“Ele se homiziou na Bolívia para se juntar a outros criminosos cearenses e tentar escapar da atuação policial”, afirmou o delegado.
A captura ocorreu após policiais bolivianos iniciarem buscas relacionadas a um duplo homicídio registrado em Cobija, que teve dois brasileiros como vítimas. Durante a investigação, as autoridades localizaram Marcos Cauan e identificaram que havia um mandado de prisão expedido pela Justiça do Ceará.
Após a detenção, a polícia boliviana acionou agentes brasileiros da cidade de Epitaciolândia, município que faz fronteira com Cobija. A partir da confirmação da identidade e do mandado em aberto, o suspeito foi expulso da Bolívia e entregue à Interpol e à Polícia Civil do Acre.
Segundo as investigações, o suspeito continuava coordenando ações criminosas em Caucaia mesmo fora do país.
A prisão de “Chuck” ocorre poucos dias após outros dois criminosos cearenses serem capturados em território boliviano. No último domingo (10), Felipe Anderson Pinho de Sousa, conhecido como “Felipe Pacote”, e Gleison Gomes de Oliveira, o “Zé Caboclo”, apontados como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), foram presos em Santa Cruz de la Sierra.
Apesar da coincidência temporal, a Polícia Civil afirma que os casos não possuem ligação direta. Segundo o delegado Rômulo Melo, os presos pertencem a facções rivais.
A investigação aponta ainda que cidades bolivianas próximas à fronteira brasileira vêm sendo utilizadas como rota de fuga por criminosos brasileiros, especialmente por conta da facilidade de circulação com documentos falsos e da proximidade com regiões ligadas ao tráfico internacional de cocaína.

