Comunicação Antirracista 2026 chega pela primeira vez ao Nordeste e terá Fortaleza como sede da terceira edição do encontro nacional voltado ao debate sobre racismo, narrativas e representatividade na comunicação. O evento acontece nos dias 30 e 31 de maio, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, reunindo pesquisadores, jornalistas, artistas, lideranças indígenas, quilombolas e comunicadores de diferentes regiões do país.
Com o tema “Nordeste em Voz Alta”, a programação terá como destaques a pesquisadora Carla Akotirene e o cantor Caio Prado.
O encontro propõe discutir o papel da comunicação no enfrentamento ao racismo e na construção de narrativas mais plurais, destacando a importância da escuta, do respeito aos territórios e da valorização das vozes historicamente marginalizadas.
Esta é a primeira vez que o projeto acontece no Nordeste. As edições anteriores foram realizadas em Brasília e no Rio de Janeiro, em 2025. O evento conta com patrocínio da Caixa Econômica Federal, do Governo Federal e do Banco do Nordeste.
Debates e convidados
A abertura acontece no sábado (30), às 14h, no Teatro Dragão do Mar, com a mesa “Memória e Legitimidade”, reunindo nomes como Zelma Madeira, Isaac Santos e Sarah Menezes.
Ainda no primeiro dia, Carla Akotirene ministra a conferência “Interseccionalidade e Comunicação”. Referência nacional nos estudos sobre feminismos negros e antirracismo, a pesquisadora é autora de obras como O que é interseccionalidade?.
A programação também contará com debates envolvendo comunicadores, pesquisadores e lideranças negras, quilombolas e indígenas, entre eles Raquel Kariri, Bruno de Castro, Vera Rodrigues e Rubens Rodrigues.
No domingo (31), novos painéis abordam comunicação, território, economia e representatividade, com participações de Juliana Jenipapo, Aurila Quilombola, Dediane Souza, Larissa Carvalho e da economista Karina Dória.
O encerramento será com apresentação de Caio Prado, artista conhecido por unir música, ancestralidade e ativismo em trabalhos como Incendeia e Não Recomendado.
Evento terá acessibilidade e feiras de economia criativa
Toda a programação será gratuita e contará com tradução simultânea em Libras.
O público também poderá visitar espaços voltados ao afroempreendedorismo e à economia criativa, como a Feira Negra de Fortaleza e a tradicional Feira do Fuxico.
Os debates serão transmitidos ao vivo pelo YouTube e, posteriormente, ficarão disponíveis online, formando um acervo digital público dedicado à formação e à memória antirracista.

