“Mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho.” O verso de Carlos Drummond de Andrade ajuda a traduzir a realidade vivida diariamente por mães que permanecem ao lado dos filhos durante internações hospitalares em Fortaleza.
Entre elas está Gelsa Maria Alves do Monte, moradora do bairro Bom Futuro, que há um mês acompanha o filho internado no Hospital da Criança de Fortaleza Dra. Lúcia de Fátima Ribeiro Guimarães Sá.
Mesmo contando com apoio da família, ela decidiu permanecer ao lado da criança durante todo o tratamento.
“Minha família se ofereceu para ficar com meu filho no hospital, mas, neste momento, vejo que a presença da mãe é mais importante. Amor de mãe cura”, afirmou.
Além dos cuidados médicos, o acolhimento às mães também se tornou parte essencial da rotina hospitalar. A enfermeira Nágila Santos, que atua na unidade, destaca que o trabalho da equipe vai além da assistência clínica.
“É importante que as mães se sintam acompanhadas. Aqui no hospital, acolhemos não só o paciente, mas também sua família”, explicou.
Segundo ela, muitas mães criam laços de amizade durante os períodos de internação e acabam formando redes de apoio dentro do próprio ambiente hospitalar.
“Muitas vezes, devido à solidão, elas criam laços de amizade e passam a se apoiar mutuamente”, relatou.
A proximidade do Dia das Mães também reforça a importância de uma rede pública estruturada para atendimento infantil na Capital.
Somente em 2025, o Hospital da Criança realizou mais de 78 mil atendimentos e cerca de 3 mil cirurgias. Em 2026, a unidade já ultrapassou a marca de 30 mil atendimentos.
A rede municipal de saúde de Fortaleza conta atualmente com 134 postos de saúde, seis UPAs gerenciadas pelo município, 10 hospitais, 16 CAPS, três Espaços Girassol e um centro de diagnóstico voltado para pessoas com deficiência de até 17 anos.
Neste ano, a Prefeitura também implantou as chamadas Upinhas nos bairros Vila União e Carlito Pamplona para reforçar o atendimento infantil durante o período de sazonalidade das síndromes gripais. Desde março, as unidades já realizaram mais de 8 mil atendimentos.
Além da ampliação da estrutura de saúde, o município também mantém iniciativas voltadas ao atendimento especializado de crianças e adolescentes, como o convênio com o Caviver para reabilitação oftalmológica e neurológica e o reforço financeiro destinado à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE Fortaleza).

