O filme cearense “Feito Pipa”, dirigido por Allan Deberton, está entre os 15 longas habilitados para disputar a vaga de representante do Brasil no Oscar 2027, na categoria de Melhor Filme Internacional. A lista foi divulgada nesta terça-feira (25) pela Academia Brasileira de Cinema.
Gravado em Quixadá, no Sertão Central do Ceará, o longa já acumulou reconhecimento em festivais como Berlim e Gramado e tem no elenco nomes como Yuri Gomes, Lázaro Ramos e Teca Pereira.
O próximo passo da seleção será em 9 de setembro, quando uma comissão formada por 15 profissionais do cinema brasileiro reduzirá a lista para seis filmes. A escolha definitiva do representante nacional será anunciada em 16 de setembro.
Veja os 15 filmes habilitados
Além de “Feito Pipa”, estão na disputa “100 dias”, de Carlos Saldanha; “A Conspiração Condor”, de André Sturm; “A Fabulosa Máquina do Tempo”, de Eliza Capai; “A Natureza das Coisas Invisíveis”, de Rafaela Camelo; “Ato Noturno”, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher; “Cinco Tipos de Medo”, de Bruno Bini; “Dolores”, de Maria Clara Escobar e Marcelo Gomes; “Herança de Narcisa”, de Clarissa Appelt e Daniel Dias; “Nosso Segredo”, de Grace Passô; “O Rei da Internet”, de Fabrício Bittar; “Quando Vira a Esquina”, de Chris Alcazar; “Malês”, de Antonio Pitanga; “Papagaios”, de Douglas Soares; e “Vicentina Pede Desculpas”, de Gabriel Martins.
Como funciona a escolha
Para concorrer à indicação brasileira, o longa precisa cumprir critérios estabelecidos pelas academias brasileira e norte-americana. Entre eles estão ter mais de 50% dos diálogos em português, ser produzido fora dos Estados Unidos e atender às exigências de lançamento comercial.
A regra prevê que o filme tenha sido exibido comercialmente no Brasil entre 1º de outubro de 2025 e 30 de setembro de 2026, por pelo menos sete dias consecutivos em uma sala de cinema.
“Feito Pipa”, porém, tem estreia comercial prevista para 5 de novembro. Para permanecer habilitado, a distribuidora apresentou uma carta se comprometendo com o lançamento futuro por pelo menos uma semana e com a apresentação da documentação exigida.
Quem decide o representante brasileiro
A escolha é conduzida pela Academia Brasileira de Cinema, que forma anualmente uma comissão com 15 integrantes. Do total, 12 são escolhidos pelos associados da entidade e três são indicados pela diretoria. Todos precisam ser profissionais do audiovisual brasileiro.
Na primeira reunião, em 9 de setembro, serão definidos seis finalistas. Uma semana depois, em 16 de setembro, a comissão escolherá qual produção será submetida oficialmente à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos.
Ser escolhido pelo Brasil, no entanto, não significa indicação automática ao Oscar. O filme ainda enfrentará produções apresentadas por outros países. Nessa etapa, a Academia norte-americana selecionará inicialmente uma lista de 15 títulos e, posteriormente, os cinco indicados oficiais a Melhor Filme Internacional.
A entrada de “Feito Pipa” na disputa amplia a projeção internacional da produção cearense, que vem acumulando reconhecimento desde sua passagem por festivais nacionais e internacionais.

