Um homem suspeito de envolvimento no assassinato de Luciano Victor Melo de Sousa, de 38 anos, conhecido como Bruxo Paulo Padilha, foi preso nesta quinta-feira (20), poucas horas após o crime ocorrido no Bairro de Fátima, em Fortaleza.
O suspeito foi localizado por equipes policiais no Centro da capital cearense e encaminhado a uma delegacia, onde passou a ser ouvido pelo delegado plantonista. Segundo informações apuradas pelo Jornalismo da Jangadeiro, até o momento ele é apontado como o único suspeito relacionado ao ataque.
Luciano foi morto a tiros no cruzamento da Avenida 13 de Maio com a Rua Barão do Rio Branco. Um segundo homem que estava com ele também foi atingido e socorrido para o Instituto Doutor José Frota (IJF).
A motivação do crime ainda não foi esclarecida e as circunstâncias do ataque continuam sob investigação.
Crime aconteceu durante parada em oficina
Luciano havia parado em uma oficina para consertar um dos pneus do carro em que estava. Conforme relatos de testemunhas, um homem em uma motocicleta se aproximou e efetuou os disparos.
Luciano foi atingido na cabeça e no abdômen e morreu ainda no local. O segundo homem sofreu um disparo na cabeça e foi levado ao IJF. Ele utilizava tornozeleira eletrônica e permanece internado sob acompanhamento médico.
Imagens de câmeras de segurança também registraram dois homens correndo após os tiros. De acordo com a apuração do Jornalismo da Jangadeiro, eles não seriam autores do ataque. Os dois seriam um borracheiro e um motociclista de aplicativo que estava calibrando um pneu no momento dos disparos e teriam corrido no sentido contrário à ação criminosa.
O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Quem era Paulo Padilha
Luciano Victor Melo era proprietário de bares no bairro Benfica e ficou conhecido como Bruxo Paulo Padilha. Nas redes sociais, apresentava-se como bruxo e bispo satânico e reunia pouco mais de 4 mil seguidores.
Ele foi fundador de uma Igreja de Lúcifer no Ceará, instalada no Benfica e em funcionamento desde setembro de 2023. Segundo informações da Guarda Municipal de Fortaleza, Luciano também atuava como sacerdote da instituição.
Praticante da quimbanda luciferiana, utilizava ainda o título de tata, termo de origem congo-angolesa relacionado à figura de pai, sacerdote ou dirigente ritual.
Além da atuação religiosa, Paulo Padilha era proprietário de pelo menos dois bares na região do Benfica. Segundo informações divulgadas pelo g1, ele esteve em um desses estabelecimentos na madrugada anterior ao assassinato.
Antecedentes
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS), Luciano possuía antecedentes por corrupção ativa, ameaça, injúria e desacato.
Em março de 2025, ele chegou a ser preso em flagrante em um de seus estabelecimentos após uma ocorrência envolvendo ameaças e ofensas. Conforme documentos da audiência de custódia, também teria oferecido dinheiro para evitar a prisão.
Ele foi posteriormente liberado mediante pagamento de fiança de três salários mínimos e submetido a medidas que incluíam a proibição de se aproximar das vítimas.
Até a divulgação das informações sobre a prisão, a SSPDS ainda não havia confirmado oficialmente detalhes sobre a captura do suspeito. A investigação deverá esclarecer a dinâmica do ataque, sua motivação e eventual participação de outras pessoas.

