O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou para 100 mil atendimentos mensais a capacidade do serviço de apoio voltado a pessoas com dependência em apostas on-line. A medida busca reforçar a assistência diante do crescimento do número de brasileiros que procuram ajuda para lidar com problemas relacionados às chamadas “bets”, como endividamento, ansiedade, depressão e prejuízos familiares.
O atendimento é realizado por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que reúne Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Unidades Básicas de Saúde (UBSs), ambulatórios especializados e hospitais. O serviço oferece acolhimento, acompanhamento psicológico, atendimento psiquiátrico quando necessário e encaminhamento para outros tratamentos conforme a situação de cada paciente.
Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação da capacidade de atendimento faz parte da estratégia para fortalecer a rede de saúde mental e responder ao aumento da demanda provocado pela popularização das plataformas de apostas esportivas e jogos on-line. A iniciativa também prevê capacitação de profissionais para identificar precocemente casos de dependência e orientar pacientes e familiares.
Especialistas alertam que o vício em apostas pode provocar consequências como perda do controle financeiro, isolamento social, conflitos familiares, queda no desempenho profissional e agravamento de transtornos mentais. Entre os sinais de alerta estão a necessidade de apostar valores cada vez maiores, tentativas frustradas de parar, irritabilidade quando não consegue jogar e uso de empréstimos para continuar apostando.
O Ministério da Saúde orienta que pessoas que identifiquem esses sintomas procurem uma Unidade Básica de Saúde ou um Centro de Atenção Psicossocial para avaliação e encaminhamento ao tratamento adequado. O atendimento é gratuito e integra a política pública de saúde mental do SUS.

