Os contribuintes que ainda não enviaram a declaração do Imposto de Renda 2026 têm poucos dias para regularizar a situação junto à Receita Federal. O prazo de entrega termina na próxima sexta-feira, 29 de maio, após ter começado em 23 de março.
A expectativa da Receita é receber cerca de 44 milhões de declarações neste ano. Com a proximidade do encerramento do prazo, especialistas alertam para o risco de congestionamento no sistema e reforçam a importância de revisar atentamente os dados antes do envio.
Além de evitar multas, a entrega antecipada também pode aumentar as chances de receber a restituição mais cedo.
Receita já iniciou calendário de restituições
A Receita Federal abriu, na última sexta-feira (22), a consulta ao primeiro lote de restituições do IR 2026. Este é o maior lote já pago pelo órgão, somando R$ 16 bilhões destinados a mais de 8,7 milhões de contribuintes.
Neste ano, o calendário terá quatro lotes de pagamento:
- 1º lote: 29 de maio
- 2º lote: 30 de junho
- 3º lote: 31 de julho
- 4º lote: 28 de agosto
Segundo a Receita, aproximadamente 80% das restituições devem ser quitadas já nos dois primeiros lotes.
Quem recebe primeiro?
A ordem de pagamento considera a data de envio da declaração, mas alguns grupos possuem prioridade legal.
Têm preferência:
- idosos;
- pessoas com deficiência ou doença grave;
- professores;
- contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida;
- quem optou por receber via PIX.
Erros podem levar à malha fina
A Receita alerta que inconsistências, omissões ou informações incorretas podem levar a declaração para a chamada malha fina, atrasando a restituição e exigindo correções posteriores.
Entre os erros mais comuns estão:
- divergência de valores informados;
- omissão de rendimentos;
- inclusão incorreta de dependentes;
- erros em despesas médicas e educacionais.
Multa para quem perder o prazo
Quem não entregar a declaração até 29 de maio estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74. O valor pode chegar a até 20% do imposto devido.
A declaração também pode ser feita pelo celular, por meio do aplicativo oficial da Receita Federal, disponível para dispositivos móveis.

