A detenção do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) pelo serviço de imigração (ICE) dos Estados Unidos foi confirmada pela Polícia Federal (PF). A permanência irregular no país motivou a ação das autoridades norte-americanas. As informações são do portal UOL.
DETENÇÃO
Questões migratórias explicam a prisão do ex-parlamentar. Segundo informações, o caso não tem ligação com a condenação no Supremo Tribunal Federal (STF), mas com a situação documental nos Estados Unidos.
Uma audiência deve ocorrer em território estadunidense para avaliar a situação. O pedido de extradição apresentado pelo STF permanece em análise e não possui relação com a detenção registrada nesta segunda-feira (13).
NOTA
O processo de extradição seguirá em paralelo ao procedimento migratório. Após a prisão, o empresário de extrema-direita Paulo Figueiredo informou que a empresa Immigrex presta apoio a Alexandre Ramagem e aos familiares.
A avaliação do empresário aponta possibilidade de permanência no país enquanto o pedido de asilo não recebe decisão. Segundo ele, a expectativa é de solução favorável.
ABORDAGEM
Informações divulgadas por Paulo Figueiredo relatam que a detenção ocorreu depois de uma abordagem policial na cidade de Orlando, no estado da Flórida. Uma infração leve de trânsito levou ao encaminhamento às autoridades migratórias.
O empresário, denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposto envolvimento na trama golpista, declarou que Alexandre Ramagem estaria legalmente no país e que a liberação deve ocorrer o mais rapidamente possível.
OUTRO CASO
No fim de semana, outro investigado pelos atos de 8 de janeiro foi preso pelo mesmo órgão. O empresário Esdras Nascimento, suspeito de financiar os ataques, também acabou detido pela polícia migratória durante o governo Donald Trump.
Desde setembro, Alexandre Ramagem permanecia nos Estados Unidos na condição de foragido. O ex-parlamentar era o único integrante do núcleo considerado crucial que ainda não havia iniciado o cumprimento de pena.
FUGA
A saída do Brasil ocorreu de forma clandestina pela Guiana. Nenhum registro foi feito em postos migratórios brasileiros durante a viagem.
O embarque aconteceu em Georgetown com destino a Miami. Investigação da Polícia Federal aponta que um grupo auxiliou a fuga pela fronteira em Roraima e que, no ano passado, Celso Rodrigo de Mello foi preso por suspeita de participação no episódio.

