A partida entre Ceará e Fortaleza, válida pela 3ª rodada da Copa do Nordeste, que acontece na próxima quarta-feira (8), terá um grande reforço na segurança e no ordenamento. Ao todo, o evento esportivo mobilizará 872 agentes, atuando dentro e no entorno da Arena Castelão, que será palco do jogo.
O plano operacional foi divulgado, nesta segunda-feira (6), após reunião de alinhamento promovida pela Coordenadoria de Planejamento Operacional (Copol) da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). O quantitativo é majoritariamente composto por 538 policiais militares, 57 policiais civis e 20 bombeiros militares.
Também atuarão 257 profissionais de órgãos como a Guarda Municipal de Fortaleza, Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis), Secretaria Regional VIII (SER VIII), Secretaria de Esporte do Estado do Ceará (Sesporte), Juizado da Infância e Juventude, Juizado do Torcedor, Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), entre outros.
O tenente-coronel da Polícia Militar do Ceará, Nazareno Cordeiro, representante da Copol, reforça que as forças de segurança e os órgãos parceiros estão empenhados em garantir a tranquilidade para quem estará no Clássico-Rei.
“O conselho à população, ao torcedor de maneira geral, é que vá para aproveitar o bom futebol e evite o conflito. E, caso haja alguém que queira interromper esse clima de tranquilidade, nós estaremos preparados para qualquer tipo de eventualidade, seja a PM, a PC, os Bombeiros, ou os demais órgãos”, orientou Cordeiro.
Confusão no começo do ano
As medidas se segurança vem sendo reforçadas, principalmente após os episódios de violência ocorridos no primeiro Clássico-Rei do ano, ocorrido em 8 de fevereiro. Os confrontos levaram o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) a denunciar 247 pessoas.
A 183ª Promotoria de Justiça de Fortaleza entendeu que houve crimes de tumulto, associação criminosa, corrupção de menores, lesão corporal, resistência à prisão, desobediência e pelo manuseio e uso de artefatos explosivos. Todos eles estão previstos no Código Penal, no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Lei Geral do Esporte.
De acordo com a denúncia, por volta das 15h20, do dia 8 de fevereiro, dois grupos de torcidas organizadas iniciaram uma confusão generalizada no bairro Jardim Guanabara, que fica a mais 14 quilômetros da Arena Castelão, onde aconteceria a partida.
O tumulto precisou ser contido pela Polícia Militar e resultou em agressões físicas e depredação, colocando em risco a vida tanto dos envolvidos no confronto quanto de pessoas que transitavam pelo local, diz o MPCE.

