Close Menu
Agência Cearense: O Ceará em FocoAgência Cearense: O Ceará em Foco
    Menu
    • Ceará
    • Brasil
    • Mundo
    • Entretenimento
    • Meio Ambiente
    • Ciência
    • Concursos
    • Cultura
    • Economia
    • Tecnologia
    • Inovação
    • Educação
    • Esportes
    • Saúde e Bem-Estar
    • Turismo
    • Ciência
    • Giselle Dutra
    • Ranne Almeida
    What's Hot

    Ancelotti inclui Neymar em pré-listada Seleção para amistosos nos EUA

    março 10, 2026

    Com foco no combate à violência contra a mulher, 291 suspeitos são presos durante operação no Ceará

    março 10, 2026

    Sítio arqueológico com pinturas rupestres revela presença ancestral na Serra da Meruoca

    março 10, 2026
    X (Twitter) Instagram YouTube RSS
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Agência Cearense: O Ceará em FocoAgência Cearense: O Ceará em Foco
    Canal Whatsapp
    • Home
    • Notícias
      • Ceará
      • Brasil
      • Mundo
    • Entretenimento

      Kelly Key e marido expõem perseguição e ataques de vizinho à sua família: “Esperar uma desgraça acontecer?”

      março 10, 2026

      Casa de Rihanna em Beverly Hills é alvo de disparos; suspeita é detida

      março 9, 2026

      Saiba quem é Martha Graeff, ex-namorada de Daniel Vorcaro

      março 7, 2026

      Wagner Moura diz que dedicaria Oscar a Bolsonaro

      março 6, 2026

      Filho de Giovanna Antonelli e Murilo Benício assina com a Globo

      março 6, 2026
    • Tecnologia

      Praças de mais 46 cidades do Ceará terão wi-fi grátis; veja locais

      fevereiro 27, 2026

      Linha Verde deve ligar Fortaleza a Jericoacoara, Aracati e Cariri com recarga para carros elétricos

      fevereiro 6, 2026

      Nova descoberta que fortalece ossos tem efeito promissor contra osteoporose

      dezembro 3, 2025

      Banco Central lança mecanismo contra abertura de contas com uso de ‘laranjas’

      dezembro 3, 2025

      Ceará começa a instalar o primeiro relógio atômico de césio do Nordeste

      dezembro 1, 2025
    • Saúde e Bem-Estar

      Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

      março 10, 2026

      Fortaleza reduz fila de mamografia de 50 mil para 15 mil mulheres

      março 9, 2026

      Pesquisadora da polilaminina admite erros em gráfico e alega que pesquisa vai ter nova versão

      março 7, 2026

      Rede estadual instala 16 novos tomógrafos odontológicos

      março 2, 2026

      Fortaleza terá 13 postos de saúde abertos no fim de semana; veja lista

      fevereiro 26, 2026
    • Colunas
      • Giselle Dutra
      • Ranne Almeida
    Agência Cearense: O Ceará em FocoAgência Cearense: O Ceará em Foco

    Sítio arqueológico com pinturas rupestres revela presença ancestral na Serra da Meruoca

    By Agência Cearensemarço 10, 2026 Ceará
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

    Um sítio arqueológico localizado no município de Massapê, na região da Serra da Meruoca, reúne registros de pinturas rupestres que ajudam a contar parte da história das populações que habitaram o território cearense antes do período colonial. Conhecido como Córrego da Onça, o local apresenta grafismos variados em um afloramento rochoso em cerca de 17.927 m² de extensão.

    Apesar da relevância histórica e científica, o sítio nunca foi escavado. Os registros existentes se concentram principalmente nas pinturas preservadas nas rochas, que revelam aspectos simbólicos, culturais e sociais dos grupos humanos que ocuparam a região.

     

    Uma parede de rocha clara e texturizada exibe diversas pinturas rupestres em tons de vermelho terroso, com destaque para a silhueta de uma mão humana espalmada no centro. Ao redor da marca principal, há manchas pigmentadas e pequenos casulos de terra ou ninhos de insetos grudados à superfície irregular da pedra. A iluminação natural revela os relevos e a porosidade da rocha milenar.
    Legenda: Especialistas apontam que o local não é um achado recente. Ele já aparece em registros de pesquisadores que estudaram a arqueologia cearense ao longo do século XX.

    Segundo o arqueólogo Agnelo Queirós, o sítio já “era descrito há muito tempo, por volta da década de 1950, por Tomás Pompeu Sobrinho, um dos historiadores que faziam mapeamentos pelo Instituto Histórico, Antropológico e Geográfico do Ceará”. O local também foi descrito em detalhes por Padre Lira, pesquisador que atuou na região de Sobral e publicou a obra “Sítios Arqueológicos do Centro-Norte do Ceará”, na década de 1980.

    Queirós explica que o nome Córrego da Onça segue um padrão adotado na área: “Quando a gente cadastra um sítio, usamos o nome que a comunidade se refere ao espaço. É também uma forma de valorizar o conhecimento local”, afirma.

    As pinturas apresentam diferentes tipos de representações, como figuras zoomorfas, que remetem a animais; antropomorfas, associadas à forma humana; possíveis representações de elementos vegetais e uma grande variedade de formas geométricas. “Esse tipo de expressão visual tem um padrão. Quando comparamos diferentes sítios, percebemos estilos semelhantes em determinadas regiões. Isso mostra que existiam tradições visuais e culturais compartilhadas”, diz Agnelo Queirós.

    Ocupação antiga da Serra da Meruoca

    O historiador Sávio Barbosa, mestre em História pela Universidade Estadual do Ceará (Uece) e pesquisador de sítios arqueológicos na Serra da Meruoca, reforça que o local faz parte de um contexto maior de ocupação indígena na região.

    A análise comparativa com outros sítios da serra indica que esses locais funcionavam como pontos interligados dentro de um território ocupado por populações originárias.

    Para o historiador, as pinturas revelam uma relação simbólica entre essas populações e a paisagem.

     

    Os grafismos não são simples marcas decorativas. Eles representam formas de expressão, comunicação e construção de memória no território.
    Sávio Barbosa

    Historiador

     

    Entre os padrões identificados no Córrego da Onça estão elementos associados à chamada Tradição Agreste, caracterizada por formas geométricas e composições estruturadas.

    Um detalhe chama a atenção dos pesquisadores: figuras semelhantes a mãos, conhecidas tecnicamente como “carimbos”. “Esse tipo de representação também aparece em sítios próximos, como o Letreiro do Serrote das Rolas, em Santana do Acaraú. Isso sugere circulação de referências culturais entre grupos da região”, frisa Barbosa.

     

    Uma parede de rocha clara e porosa exibe diversas pinturas rupestres em tons de vermelho desbotado, com destaque para grafismos geométricos e linhas verticais que se entrelaçam na superfície rugosa. Pequenos ninhos de terra em formato de esfera estão incrustados em várias partes da pedra, especialmente em uma cavidade natural à direita e ao longo de uma fissura horizontal no topo. A luz natural enfatiza as texturas da rocha e as marcas deixadas pelo tempo e pela ação humana ancestral.
    Foto: Reprodução/Nonato Fernandes

     

     

    Desafios para a preservação

    Apesar do valor histórico, o sítio enfrenta desafios relacionados à conservação. Uma das principais questões envolve o fato de muitos sítios arqueológicos estarem localizados em áreas privadas ou próximas a regiões utilizadas para atividades agrícolas. Queirós destaca que muitas famílias vivem da agricultura há gerações nesses territórios.

     

    Não podemos tratar o pequeno agricultor como criminoso. Muitas vezes ele sabe que aquelas pinturas são antigas, mas nunca teve acesso a um processo educativo que explique a importância desse patrimônio.
    Agnelo Queirós

    Arqueólogo

     

    Para os especialistas, preservar esse tipo de registro arqueológico significa também reconhecer a história dos povos originários que habitaram o território. “Esse patrimônio precisa ser fortalecido junto com a memória dos povos indígenas”, afirma Agnelo Queirós. O arqueólogo defende que o principal caminho é a educação patrimonial e a gestão compartilhada entre poder público, pesquisadores e comunidades locais.

     

    Uma parede de rocha bege e rugosa apresenta diversas pinturas rupestres em pigmento avermelhado, parcialmente cobertas à esquerda por troncos e galhos de uma planta de folhas verdes. Os grafismos pré-coloniais distribuem-se de forma irregular pela superfície, variando entre manchas sólidas e padrões geométricos sutis. Na base da rocha, galhos secos cortados repousam sobre o chão, compondo um cenário que mistura natureza viva e marcas ancestrais.
    Legenda: Entre grafismos geométricos e zoomorfos, destacam-se figuras conhecidas como “carimbos” — representações de mãos humanas que sugerem uma tradição cultural compartilhada com outros povos da região.
    Foto: Reprodução/Nonato Fernandes

     

    Entre os fatores que mais impactam a conservação estão as ações humanas, como desmatamento, queimadas e visitação desordenada.

    O historiador Sávio Barbosa explica que também existem fatores naturais que afetam a preservação: “As intempéries físicas estão ligadas à variação de temperatura, ao vento e à chuva. A rocha se dilata durante o dia e se contrai à noite, gerando fissuras ao longo do tempo”, explica.

    Além disso, processos químicos e biológicos também contribuem para o desgaste das pinturas, como a ação de umidade, líquens, fungos e microrganismos que se fixam na superfície das rochas.

    Uso educativo e social

    Uma das possibilidades apontadas pelos especialistas é transformar esses locais em espaços educativos e de valorização cultural. Agnelo Queirós defende que o ideal seria transformar esses sítios em laboratórios “a céu aberto” para escolas públicas. Ele cita como exemplo a existência de escolas próximas ao sítio cujos estudantes aprendem sobre história pré-colonial sem nunca terem visitado o local.

    Além da educação, outra possibilidade seria o desenvolvimento de turismo de base comunitária, envolvendo moradores na gestão e na valorização do patrimônio. “Quando as pessoas entendem que aquele patrimônio também faz parte da história delas, o cuidado aumenta”, afirma o arqueólogo.

    O historiador Sávio Barbosa também defende estratégias que conciliem preservação e desenvolvimento local. Entre as possibilidades estão projetos de economia criativa, formação de guias locais, produção cultural e turismo arqueológico responsável.

    Cadastro e proteção legal

    O sítio Córrego da Onça já possui registro no cadastro nacional de sítios arqueológicos, mantido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Segundo Agnelo Queirós, o primeiro cadastro foi realizado pela arqueóloga Jacionira Coelho na década de 1990. Posteriormente, o local passou por um processo de recadastramento, que atualiza informações como localização, estado de conservação e possíveis pesquisas realizadas no local.

     

    Uma imagem aérea revela um extenso paredão rochoso que atravessa uma paisagem rural verdejante, cercada por áreas de cultivo e mata densa. A formação de pedra, onde se localiza o sítio arqueológico, estende-se horizontalmente pelo centro da cena, ladeada por uma estrada asfaltada que corta a vegetação ao fundo. O cenário é iluminado pela luz do dia sob um céu com nuvens esparsas, destacando a integração entre o patrimônio histórico e a natureza local.
    Legenda: Do alto, o sítio Córrego da Onça revela sua magnitude em Massapê, no interior do Ceará.
    Foto: Reprodução/ Adalto Mesquita e Nonato Fernandes

     

    Pela legislação brasileira, todos os sítios arqueológicos são considerados bens protegidos da União.

    A reportagem procurou o Iphan e a Secretaria da Cultura do Estado do Ceará (Secult) para comentar a situação do sítio arqueológico, mas não obteve retorno até a publicação deste texto. A gestão municipal de Massapê também foi contatada, mas não respondeu de forma conclusiva aos questionamentos enviados.

     

    Com informações do Diário do Nordeste

    Faça seu comentário
    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email

    LEIA TAMBÉM

    Prefeitura de Fortaleza inaugura espaço de cuidado para população em situação de rua

    março 9, 2026

    Obras de duplicação da CE-060 entre Redenção e Baturité devem se iniciar no 1º semestre, diz Governo

    março 9, 2026

    Fortaleza reduz fila de mamografia de 50 mil para 15 mil mulheres

    março 9, 2026
    LEIA +

    Receba notícias em seu e-mail

    Cadastre seu e-mail e receba as últimas notícias em primeira mão sobre tudo o que acontece no Ceará e no mundo em tempo real!

    Ceará

    Sítio arqueológico com pinturas rupestres revela presença ancestral na Serra da Meruoca

    março 10, 2026

    Prefeitura de Fortaleza inaugura espaço de cuidado para população em situação de rua

    março 9, 2026

    Obras de duplicação da CE-060 entre Redenção e Baturité devem se iniciar no 1º semestre, diz Governo

    março 9, 2026
    Brasil

    Quatro acusados por campanha de ódio contra Maria da Penha viram réus

    março 10, 2026

    Sobe para 140 número de casos confirmados de Mpox no país, em 2026

    março 10, 2026

    Estupro coletivo em Copacabana: relatos revelam padrão de violência e novas vítimas aparecem após denúncia

    março 9, 2026
    Mundo

    Rubio e Vieira conversa sobre encontro de Lula e Trump

    março 10, 2026

    Psicóloga cearense desaparece na Inglaterra

    março 9, 2026

    Dia da Mulher: atos pelo mundo pedem fim da violência

    março 9, 2026

    Irã: Europa se prepara para imigrantes do Oriente Médio

    março 6, 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp RSS
    • Home
    • Ceará
    • Entretenimento
    • Tecnologia
    • Saúde e Bem-Estar
    • Redação
    © 2026 Agência Cearense - Desenvolvido por Abelha Soluções.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.