O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou nesta sexta-feira (12) que concluiu as sessões de radioterapia realizadas após a retirada de um câncer de pele diagnosticado neste ano. O tratamento foi realizado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Durante evento no Palácio do Planalto, em Brasília, Lula afirmou ter encerrado a 15ª sessão de radioterapia e comemorou o resultado do tratamento.
“Hoje terminei minha 15ª sessão de radioterapia. Estou bem e feliz pela cura definitiva desse câncer”, declarou o presidente.
Segundo Lula, o procedimento teve caráter preventivo, com o objetivo de eliminar qualquer possibilidade de permanência de células cancerígenas após a cirurgia realizada em abril.
Tratamento começou após cirurgia
O presidente foi submetido à retirada da lesão em 24 de abril. Pouco mais de um mês depois, em 25 de maio, iniciou o ciclo de radioterapia recomendado pela equipe médica.
De acordo com os profissionais responsáveis pelo acompanhamento, o tumor identificado era um carcinoma basocelular, considerado o tipo mais comum de câncer de pele. A doença está geralmente associada à exposição prolongada à radiação solar.
Os médicos informaram que a lesão era localizada e não apresentava risco de disseminação para outras regiões do organismo.
Sem impacto na agenda presidencial
Lula afirmou que o tratamento não provocou efeitos colaterais significativos e permitiu a manutenção de sua rotina de compromissos oficiais ao longo das últimas semanas.
Mesmo durante o período das sessões, o presidente seguiu participando de agendas públicas, reuniões ministeriais e eventos oficiais do governo federal.
O término do tratamento foi anunciado durante cerimônia de lançamento de uma nova linha de crédito destinada a entregadores por aplicativo e motociclistas profissionais, realizada no Palácio do Planalto.
O que é o carcinoma basocelular
O carcinoma basocelular é o câncer de pele mais frequente no mundo. Em geral, apresenta crescimento lento e altas taxas de cura quando diagnosticado precocemente.
Entre os principais fatores de risco estão a exposição excessiva ao sol ao longo da vida, pele clara, histórico familiar da doença e idade avançada.
Especialistas recomendam medidas de proteção solar, como uso de protetor, chapéus e roupas adequadas, além de acompanhamento dermatológico regular para identificação precoce de alterações na pele.

