O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá uma novidade em sua fotografia na urna eletrônica nas eleições de 2026. Pela primeira vez em suas disputas presidenciais, o petista aparecerá usando chapéu na imagem apresentada aos eleitores no momento da votação.
A escolha foi confirmada pelo perfil oficial do presidente e está relacionada a uma mudança recente na aparência de Lula. Nos últimos meses, o chapéu passou a acompanhá-lo com frequência em compromissos e eventos públicos.
A adoção do acessório ocorreu após o presidente passar, em abril deste ano, por um procedimento cirúrgico para a retirada de uma lesão de pele do tipo basocelular, considerada a forma mais comum de câncer de pele.
De acordo com a equipe médica responsável pelo acompanhamento do presidente, a lesão era localizada e não havia se espalhado para outras regiões do organismo.
Recomendação médica levou Lula a adotar chapéu
Após o procedimento, Lula recebeu orientações para reforçar os cuidados com a área submetida à cirurgia. Entre as recomendações estavam a utilização de curativos e a proteção contra a exposição ao sol.
O uso de chapéu passou, então, a fazer parte da rotina do presidente como forma de proteção.
Desde a cirurgia, Lula tem aparecido com o acessório em diferentes compromissos oficiais e políticos. Segundo aliados, a utilização frequente fez com que o chapéu acabasse se tornando uma característica de sua imagem nos últimos meses.
Agora, essa mudança também será incorporada à fotografia utilizada na urna eletrônica durante a eleição presidencial.
Acessórios na foto da urna já foram proibidos
A possibilidade de Lula utilizar o chapéu está relacionada também a uma mudança nas regras eleitorais.
Durante anos, acessórios utilizados na cabeça não eram permitidos nas fotografias apresentadas pelos candidatos para identificação na urna.
A flexibilização ocorreu em 2022, após uma controvérsia envolvendo o então candidato a deputado federal por São Paulo Douglas Belchior (PT).
Belchior pretendia utilizar um boné em sua fotografia eleitoral, mas inicialmente foi impedido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
A discussão chegou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde o ministro Sérgio Banhos autorizou a utilização do acessório.
TSE considerou elemento cultural ligado à imagem do candidato
Na decisão, o ministro considerou que o boné estava diretamente relacionado à identidade pública de Douglas Belchior, levando em conta sua origem afrodescendente e sua ligação com a cultura rapper.
O entendimento foi de que o acessório poderia ser considerado um elemento étnico e cultural relacionado à própria imagem apresentada pelo candidato ao eleitorado.
A decisão abriu caminho para que acessórios desse tipo pudessem aparecer nas fotografias eleitorais em determinadas circunstâncias, algo que anteriormente encontrava restrições.
Chapéu marca mudança na imagem eleitoral de Lula
Lula já disputou diversas eleições presidenciais desde 1989, mas nunca havia utilizado um acessório desse tipo na fotografia apresentada aos eleitores.
Em 2026, portanto, a imagem terá uma característica inédita na trajetória eleitoral do petista.
A escolha combina uma recomendação de proteção após o procedimento dermatológico com um elemento que, nos últimos meses, passou a integrar a imagem pública do presidente.
Assim, quando os eleitores digitarem o número de Lula na urna eletrônica nas eleições deste ano, encontrarão pela primeira vez a fotografia do candidato à Presidência usando chapéu.

