A seleção brasileira que estreia na Copa do Mundo de 2026 diante do Marrocos, neste sábado (13), terá uma característica que chama atenção: a forte presença de jogadores que já estavam entre os titulares na campanha do Mundial do Catar, em 2022.
Dos 11 atletas que iniciaram a partida contra a Sérvia na estreia da última Copa, oito devem voltar ao time titular agora sob o comando de Carlo Ancelotti. A manutenção da espinha dorsal mostra a aposta na experiência acumulada ao longo dos últimos quatro anos, mas também levanta uma pergunta inevitável: o Brasil de 2026 é mais forte que o de 2022?
Os oito remanescentes
A tendência é que Ancelotti inicie a Copa com os seguintes jogadores que também foram titulares na estreia contra a Sérvia:
- Alisson
- Danilo
- Marquinhos
- Alex Sandro
- Casemiro
- Lucas Paquetá
- Raphinha
- Vinícius Júnior
A provável escalação para enfrentar o Marrocos é:
Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro e Bruno Guimarães; Lucas Paquetá, Matheus Cunha, Vinícius Júnior e Raphinha.
O que mudou em relação a 2022
As principais alterações em comparação ao time montado por Tite são três:
Gabriel Magalhães no lugar de Thiago Silva
A troca representa uma renovação natural. Thiago Silva seguia em alto nível no Catar, mas Gabriel chega à Copa de 2026 vivendo o auge da carreira e consolidado entre os principais zagueiros do futebol europeu.
Bruno Guimarães no lugar de Neymar
É a mudança mais significativa em termos de características. Neymar era o principal articulador ofensivo da equipe. Bruno oferece mais intensidade, capacidade de marcação e equilíbrio coletivo, embora não tenha a mesma capacidade de desequilibrar individualmente.
Matheus Cunha no lugar de Richarlison
Richarlison foi um dos destaques do Brasil na fase de grupos em 2022 e marcou três gols naquela Copa. Matheus Cunha chega mais participativo na construção das jogadas e em um momento técnico superior ao vivido por Richarlison nos últimos anos.
Qual seleção parece mais forte?
O Brasil de 2022 tinha como principal diferencial a presença de um Neymar ainda capaz de decidir partidas sozinho. Além disso, contava com uma geração que começava a atingir maturidade internacional.
Por outro lado, a equipe de 2026 apresenta mais jogadores em seu auge técnico. Gabriel Magalhães chega consolidado na defesa, Bruno Guimarães tornou-se um dos principais meio-campistas do futebol europeu, enquanto Raphinha e Vinícius Júnior vivem os melhores momentos de suas carreiras.
A impressão é que a seleção atual talvez tenha menos brilho individual do que aquela que contava com Neymar como referência absoluta, mas parece mais equilibrada coletivamente. O meio-campo oferece maior consistência, a defesa ganhou renovação sem perder qualidade e o ataque é liderado por dois jogadores que hoje figuram entre os principais nomes do futebol mundial.
A resposta definitiva, porém, será dada dentro de campo. Em 2022, o Brasil chegou ao Catar cercado de expectativas e acabou eliminado pela Croácia nas quartas de final. Agora, sob o comando de Carlo Ancelotti, a missão é transformar uma geração madura e experiente em uma seleção capaz de voltar a conquistar o título mundial.
Foto: Lucas Figueiredo/CBF

