O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (28) que “não irá se envolver” na política brasileira. A fala foi em resposta à carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PT), candidato derrotado no último pleito, se declarando o “verdadeiro presidente eleito do país”.
Trump confirmou que os Estados Unidos deram visto para Bolsonaro e sua família e voltou a citar, sem provas, desconfiança sobre o processo eleitoral no Brasil.
“Não vou fazer comentários sobre isso, mas eu sei que demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas eu não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo”, disse Trump.
Mais cedo, após fugir do Brasil para os Estados Unidos, Flávio Bolsonaro divulgou uma carta em que agradece aos presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio recebido para sair do país.
O conteúdo foi apagado e republicado meia hora depois, com o senador deletando o termo “verdadeiro presidente eleito do país” e o substituindo para “líder do Brasil”.
No documento, o candidato derrotado afirma, sem provas, que a eleição brasileira foi fraudada e critica a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, de estender o prazo de votação até as 19h. Zanin atendeu ao pedido das campanhas do PL e do PT.
A fuga de Flávio ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar que o senador entregasse seus passaportes, na última segunda-feira (26).
A decisão foi dada em processo em que Flávio e o advogado Willer Tomaz são investigados por lavagem de dinheiro, em um suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e bets. Os dois confirmam que são amigos, mas negam que sejam sócios e qualquer irregularidade.
Flávio Bolsonaro também é formalmente investigado pela Polícia Federal (PF) em inquérito aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

