O Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) encaminhou representação ao Ministério Público para apurar a origem e as possíveis motivações por trás dos alertas falsos que foram enviados a celulares em diferentes regiões do Brasil nos últimos dias.
As mensagens, que chegaram por meio do sistema de alertas utilizado pela Defesa Civil, continham referências a temas relacionados à misantropia, conceito associado à aversão ou desprezo pela humanidade, e causaram preocupação entre autoridades e especialistas.
Suspeita de disseminação de conteúdo extremista
Segundo o CNDH, há indícios de que o episódio possa estar relacionado à divulgação de conteúdos com características de discurso de ódio ou de incentivo à intolerância. Por esse motivo, o conselho solicita que o Ministério Público investigue eventuais responsabilidades civis e criminais.
A preocupação das autoridades é identificar quem produziu e disseminou as mensagens, além de verificar se houve utilização indevida de sistemas de comunicação destinados a situações de emergência.
Defesa Civil negou envio das mensagens
Após a repercussão do caso, órgãos da Defesa Civil informaram que não foram responsáveis pelo disparo dos alertas recebidos por moradores de diversas cidades brasileiras.
As autoridades passaram a investigar como as notificações foram distribuídas e se houve falha técnica, invasão de sistemas ou uso irregular de plataformas de comunicação de emergência.
Caso gerou preocupação nacional
O episódio provocou apreensão entre usuários que receberam os avisos inesperadamente em seus aparelhos. Além do conteúdo das mensagens, chamou atenção o fato de elas utilizarem um formato semelhante ao empregado em alertas oficiais de desastres e situações de risco.
O Ministério Público deverá analisar a representação apresentada pelo CNDH e decidir quais medidas investigativas serão adotadas para esclarecer o caso.

