O Grupo Nacional de Combate à Violência nos Estádios (GNCOVE), ligado ao Ministério Público, repudiou os atos de racismo praticados contra o goleiro Hugo Souza, do Corinthians, durante a partida contra o Rosario Central, realizada nesta quinta-feira (13), no Estádio Gigante de Arroyito, na Argentina, pelas oitavas de final da Copa Libertadores.
A nota é assinada por Herbet Gonçalves Santos, presidente do GNCOVE e Procurador-Geral de Justiça do Ceará;
Em manifestação sobre o episódio, o grupo classificou as ofensas racistas dirigidas ao jogador brasileiro como uma afronta à dignidade humana, à igualdade e ao respeito. Para o GNCOVE, situações desse tipo não podem ser tratadas como ocorrências corriqueiras em ambientes esportivos e exigem resposta das entidades responsáveis pela organização das competições e pela segurança dos eventos.
Diante da gravidade do caso, o GNCOVE oficiou a Conmebol para solicitar esclarecimentos sobre as providências adotadas durante a partida, principalmente em relação à aplicação do protocolo antirracismo. Segundo o grupo, o árbitro realizou o gesto previsto no protocolo durante o jogo, mas a partida não foi paralisada. O Ministério Público também solicitou informações sobre as medidas que serão adotadas para investigar o episódio e responsabilizar os envolvidos.
Ministério Público cobra apuração
O GNCOVE afirmou que continuará acompanhando o caso e cobrando a apuração dos fatos e a responsabilização dos autores das ofensas. O grupo também reafirmou o compromisso com o enfrentamento de práticas de racismo, intolerância e discriminação no esporte e defendeu que episódios dessa natureza não encontrem espaço em estádios e arenas esportivas.

