O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), elevou o tom das críticas ao ex-ministro e pré-candidato ao Governo do Estado, Ciro Gomes (PSDB), em meio ao acirramento das articulações para as eleições de 2026.
Em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (1º), Elmano afirmou que o ex-governador passou a caminhar ao lado de setores que historicamente combateu e criticou sua aproximação com lideranças ligadas ao bolsonarismo.
“Não tenho bolsonarista de estimação”, escreveu o governador ao citar nomes como o deputado federal André Fernandes (PL), o deputado estadual Carmelo Neto (PL), o ex-candidato Capitão Wagner e integrantes da família Bolsonaro.
Na mensagem, Elmano também declarou que Ciro “se juntou ao pior da política” e procurou reforçar seu alinhamento com lideranças do campo governista.
“Estou onde sempre estive: com Lula, Camilo, Cid, Izolda e o povo”, afirmou.
Declarações ocorreram após fala de Ciro em Barbalha
A reação do governador ocorreu um dia depois de declarações dadas por Ciro Gomes durante agenda em Barbalha, no Cariri. Questionado sobre críticas relacionadas à aproximação com políticos identificados com o bolsonarismo, o ex-ministro defendeu seus aliados e afirmou que busca unir diferentes grupos da oposição cearense.
Segundo Ciro, o objetivo é construir uma frente política capaz de enfrentar o grupo que atualmente governa o Ceará. O pedetista também voltou a fazer críticas ao PT e às lideranças que comandam o Estado.
Durante a entrevista, o ex-ministro argumentou que a oposição precisa superar divisões internas para disputar o comando do Executivo estadual em 2026.
Disputa eleitoral já começa a ganhar contornos
A troca de declarações evidencia o início do embate político entre os dois grupos que devem protagonizar a disputa pelo Palácio da Abolição no próximo ano.
Enquanto Elmano busca a reeleição apoiado por lideranças como o presidente Lula, o senador Camilo Santana e o ministro José Guimarães, Ciro Gomes articula uma aliança que reúne nomes da oposição tradicional e setores da direita cearense.
O confronto verbal ocorre em um momento de intensificação das movimentações pré-eleitorais, especialmente após a presença simultânea de governistas e oposicionistas nos festejos religiosos de Barbalha, que se transformaram em um dos principais palcos políticos do Ceará nos últimos dias.

