O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro tentou minimizar a repercussão em torno da rápida passagem do senador Flávio Bolsonaro pela Casa Branca durante encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Nas redes sociais, Eduardo afirmou que a conversa teria sido “otimizada” pelo fato de ter acontecido em inglês, sem necessidade de tradução simultânea.
“Detalhe importante: a maior parte da reunião foi 100% em inglês, o que otimizou muito mais o tempo da bilateral”, escreveu o parlamentar ao comparar o encontro com agendas oficiais envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A justificativa surgiu após jornalistas e internautas questionarem a duração do encontro. Segundo relatos divulgados pela imprensa brasileira, Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo permaneceram poucos minutos no Salão Oval. A comitiva teria entregue documentos a assessores, registrado fotografias com Trump e deixado o local logo em seguida.
A correspondente da GloboNews em Washington, Raquel Krähenbühl, relatou que a passagem do grupo foi rápida e sem sinais de uma reunião diplomática prolongada.
Apesar disso, Flávio Bolsonaro afirmou posteriormente que esteve “bastante tempo” com Trump, embora não tenha detalhado a duração da conversa. O senador também disse ter solicitado ao presidente norte-americano que os Estados Unidos classifiquem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
A visita ganhou repercussão política porque ocorre em meio ao desgaste envolvendo o caso do filme “Dark Horse” e as denúncias relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
Outro episódio que ampliou as críticas ocorreu durante entrevista concedida após o encontro. Ao ser questionado se a agenda havia sido oficial ou paralela, Flávio respondeu:
“Foi um convite oficial a pedido do presidente Lula.”
A declaração viralizou nas redes sociais e foi alvo de ironias de adversários políticos e usuários da internet.
Na fotografia divulgada após o encontro, Trump aparece sentado no Salão Oval enquanto Flávio Bolsonaro posa ao lado do presidente norte-americano. A imagem acabou reforçando a percepção de que o encontro teve caráter mais protocolar e simbólico do que propriamente diplomático.

