A Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) começará, a partir de junho, a implementar a jornada de 40 horas semanais para servidores efetivos da Casa. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (25) pelo presidente do Legislativo estadual, Romeu Aldigueri.
Segundo a Alece, a mudança deve beneficiar inicialmente 147 servidores efetivos. A decisão foi apresentada durante reunião realizada no Salão Nobre da Presidência, com participação de gestores e representantes da categoria.
De acordo com Romeu Aldigueri, a medida representa um reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos servidores da Assembleia. “Todos os projetos que transformam a vida dos cearenses passaram obrigatoriamente por aqui”, afirmou o parlamentar durante o encontro.
A ampliação da carga horária era uma reivindicação antiga da Associação dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Assalce). O presidente da entidade, Luis Edson Sales, destacou que o pleito vinha sendo defendido há cerca de 30 anos. “Era um sonho dos servidores, que agora se transforma em realidade”, declarou.
Segundo a Presidência da Alece, a implementação foi viabilizada após estudos orçamentários e financeiros realizados pela gestão da Casa. Aldigueri afirmou que a decisão busca garantir valorização profissional sem comprometer o equilíbrio fiscal do Legislativo estadual.
Durante o anúncio, o presidente da Assembleia também ressaltou que a medida pretende assegurar mais estabilidade aos servidores efetivos. “Não queremos aqui ‘cara-crachá’, mas igualdade e equidade dentro da Casa para todos que efetivamente merecem”, disse.
O primeiro-secretário da Alece, De Assis Diniz, avaliou que a implementação das 40 horas semanais deve representar um marco na estrutura administrativa da Assembleia. Segundo ele, a valorização dos servidores também passa pelo pagamento regular de gratificações ligadas à formação acadêmica e pela realização de concurso público.
A Assembleia prevê a contratação de 200 novos servidores efetivos, além da formação de cadastro de reserva com 400 aprovados. Para De Assis Diniz, as medidas fortalecem a estrutura funcional da Casa e consolidam uma política permanente de valorização do serviço público.

