A Justiça do Maranhão manteve, nesta sexta-feira (8), a prisão preventiva da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, suspeita de torturar e agredir uma empregada doméstica grávida no estado. A defesa havia solicitado a conversão da prisão em domiciliar após Carolina afirmar estar grávida de três meses, mas o pedido foi negado.
A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada na 2ª Central das Garantias da Comarca da Ilha de São Luís. A prisão preventiva já havia sido decretada na quinta-feira (7), mesmo dia em que a empresária foi detida no Piauí.
Durante o depoimento, Carolina também alegou problemas de saúde, como pressão alta e infecção urinária, além da necessidade de cuidar de um filho de 6 anos. Após ser ouvida, ela foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para exames, cujos resultados ainda não foram divulgados.
O caso é investigado pela Polícia Civil do Maranhão, por meio da 21ª Delegacia do Araçagy, responsável pela apuração das denúncias de agressão, tortura e cárcere privado contra uma jovem de 19 anos.
Segundo o relato da vítima, grávida de cinco meses, as agressões começaram após a empresária suspeitar que ela teria roubado joias da residência. A doméstica afirmou ter sido agredida com socos, murros, puxões de cabelo e derrubada no chão enquanto tentava proteger a barriga.
Ainda conforme o depoimento, os objetos supostamente furtados teriam sido encontrados posteriormente em um cesto de roupas sujas. Mesmo assim, as agressões teriam continuado. A vítima também relatou ter sido ameaçada de morte caso procurasse a polícia.
Áudios periciados
Durante o interrogatório, Carolina negou a autenticidade dos áudios divulgados nas redes sociais e atribuídos a ela, pedindo perícia técnica do material. Segundo a empresária, o anel que motivou a confusão estaria avaliado em R$ 5 mil.
Nesta sexta-feira, o Instituto de Criminalística da Polícia Civil confirmou que os áudios analisados pertencem, de fato, à empresária.
A investigação apura crimes como tentativa de homicídio triplamente qualificado, cárcere privado, calúnia, difamação e injúria.
O delegado-geral Augusto Barros informou que novas diligências seguem em andamento e que outras provas ainda devem ser anexadas ao inquérito nos próximos dias.

