O rendimento médio das famílias brasileiras atingiu, em 2025, o maior patamar já registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (8) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), a renda mensal domiciliar per capita chegou a R$ 2.264 no ano passado.
Além do recorde histórico da série iniciada em 2012, o levantamento aponta um crescimento real de 6,9% em relação a 2024, já descontada a inflação. O resultado representa o quarto ano consecutivo de avanço na renda das famílias brasileiras.
O cálculo considera todos os rendimentos recebidos pelos moradores da residência, divididos pelo número de pessoas do domicílio. Entram nessa conta salários, aposentadorias, pensões, benefícios sociais, seguro desemprego, bolsas de estudo, aluguel e aplicações financeiras, entre outras fontes de renda.
Os dados mostram ainda uma recuperação importante em comparação ao período entre 2019 e 2021, quando a renda média caiu de R$ 1.904 para R$ 1.692.
Diferenças regionais
Entre as unidades da federação, o Distrito Federal apresentou a maior renda domiciliar per capita do país, com média de R$ 4.401. Na sequência aparecem São Paulo (R$ 2.862), Rio Grande do Sul (R$ 2.772), Santa Catarina (R$ 2.752) e Rio de Janeiro (R$ 2.732).
Na parte inferior do ranking estão Maranhão, com R$ 1.231, Acre (R$ 1.372) e Ceará (R$ 1.379).
Rendimento individual também cresce
A pesquisa do IBGE também detalhou os rendimentos individuais da população. Em 2025, o Brasil contabilizou 212,7 milhões de habitantes, dos quais 143 milhões tiveram algum tipo de rendimento ao longo do ano, o equivalente a 67,2% da população, maior índice já registrado pela pesquisa.
A parcela de brasileiros com renda proveniente do trabalho chegou a 47,8% da população. Já aqueles que receberam valores de outras fontes representaram 27,1%, também recorde da série histórica.
Entre os rendimentos não ligados diretamente ao trabalho, aposentadorias e pensões previdenciárias seguem como a principal fonte de renda, alcançando 13,8% da população.
Outro dado divulgado pelo IBGE mostra que o rendimento médio mensal do trabalho atingiu R$ 3.560 em 2025, alta real de 5,7% em relação ao ano anterior. Considerando todas as fontes de renda, a média mensal ficou em R$ 3.367.
Apesar do avanço nos indicadores, a pesquisa também aponta a permanência da desigualdade social no país. Segundo o levantamento, os 10% mais ricos da população receberam, em média, 13,8 vezes mais do que os 40% mais pobres.
O estudo revelou ainda que 22,7% das famílias brasileiras, cerca de 18 milhões de domicílios, receberam algum tipo de benefício social de programas federais, estaduais ou municipais ao longo do ano.

